Má fase ameaça o reinado do suíço Roger Federer no tênis

Atual número 1 do mundo no ranking da ATP pode entregar a coroa para Nadal logo após as Olimpíadas

Chiquinho Leite Moreira, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2008 | 10h20

Há algo de podre no reino de Roger Federer. Não se trata do romance Hamlet de Shakespeare, mas o suíço parece ter sido ferido pelo seu algoz, Rafael Nadal, ao perder a final de Wimbledon. Numero 1 do mundo desde fevereiro de 2004, nunca esteve tão vulnerável e ameaçado como agora. A derrota em seu primeiro jogo do Masters Series de Toronto (caiu diante do francês Gilles Simon por 2/6, 7/5 e 6/4) ainda não o fez perder a coroa, mas abriu as portas de seus domínios para a chegada de Rafael Nadal.Federer está na liderança do ranking há 234 semanas e Nadal na vice a 157. Enquanto o suíço revela uma temporada fraca, a pior desde que se tornou número 1 em 2004, o espanhol já conquistou dois troféus de Grand Slam, em Roland Garros e Wimbledon.Se Nadal seguir seu caminho vitorioso e conquistar o título no Canadá, poderá somar pontos suficientes para superar Federer caso chegue pelo menos a final na próxima semana do Masters Series de Cincinnati, Estados Unidos.Assim, Nadal poderia já na próxima semana transformar-se de fato no novo rei do tênis, mas de direito só receberia a coroa no dia 18 de agosto, em Pequim, logo após a disputa do Torneio Olímpico de 10 a 17.A estranha situação é resultado de uma mudança de calendário. Em razão das Olimpíadas, os Masters de Toronto e Cincinnati foram antecipados e os pontos ganhos por um tenista no ano passado só serão descontados nas duas primeiras semanas de agosto.Pelo sistema de ranking de entradas, os pontos conquistados num torneio valem por 52 semanas (um ano). Em 2007 Federer foi a final no Canadá (350 pontos) e campeão em Cincinnati (500). Nadal nestes mesmos torneios marcou 225 e 5, respectivamente.Para Federer, a situação não está fora de controle. Confiante e otimista na manutenção da liderança, não admite estar ferido e diz que a derrota foi uma casualidade apenas. "Joguei muito mal hoje. Atirei muitas bolas pra fora", diz o suíço em um tom político sem acreditar em crise, apesar de na atual temporada ter vencido apenas dois títulos de torneios pequenos, no Estoril, em Portugal; e em Halle, na Alemanha."Tenho como metas o ouro olímpico e depois a defesa do título do US Open."

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