Meligeni conta com apoio dos tenistas

Escolhido com o capitão da equipe brasileira na Copa Davis, Fernando Meligeni conta com o apoio dos jogadores para superar a má fase do tênis brasileiro já a partir do confronto com a Colômbia, de 4 a 6 de março, em Bogotá, pela terceira divisão do torneio.Na Costa do Sauípe, onde acompanha a disputa do Brasil Open, Meligeni já conversou com alguns dos principais tenistas do País, como Ricardo Mello, Flávio Saretta e André Sá, e gostou do que ouviu. Nesta entrevista para a Agência Estado, ele conta seus planos para levar o tênis brasileiro de volta para a elite da Davis.Agência Estado - Como você vê este convite... um desafio?Fernando Meligeni - Sempre gostei de desafios. E, por isso, topei pegar este cargo, mesmo com o Brasil na terceira divisão. Pode acreditar, estou super feliz com o convite. Aliás, sempre gostei de desafios e agora não será diferente.AE - Como é mudar de lado. Você sempre participou da Davis como jogador e agora volta como treinador? Meligeni - A Davis para mim sempre foi muito especial. E é essa idéia que quero passar para os jogadores. Ter uma equipe muito unida, com todo mundo lutando e fazendo sacrifícios para defender o Brasil, honrar a camisa e jogar com o coração.AE - Como vê o fato de entrar na Davis sem jamais ter passado pela experiência de ser técnico?Meligeni - Muita gente pode falar por aí que não tenho experiência suficiente para o cargo. Mas conheço muito bem o tênis, sei muita coisa sobre estratégia, como ganhar um jogo. É verdade, pode faltar experiência por jamais ter treinado um outro jogador, mas isso a gente supera, especialmente numa competição como a Davis, em que os tenistas ficam à disposição do treinador apenas uma semana e já chegam com a preparação de seus técnicos.AE - Desta vez o Brasil joga pela terceira divisão, com poucos prêmios em jogo. Como você pensa em administrar essa situação com a equipe? Meligeni - Os jogadores já sabem que não irão ganhar dinheiro. Mas fiquei muito feliz de falar com o Mello, o Sá e o Saretta e todos se mostraram muito dispostos a defender o Brasil, mesmo nestas condições. Fiquei ainda muito mais feliz em ser procurado por todos, dando um tremento apoio ao meu nome. O time vai jogar pensando em tirar o Brasil desta situação, pelo tênis brasileiro e não por causa dos prêmios.AE - Quais são seus planos imediatos para o confronto com a Colômbia? Meligeni - Vamos agora começar a entrosar o trabalho, falar com os jogadores, nos reunirmos e definir como será a programação. Já tenho nomes para formar o time, como um quarto jogador para estar ao lado de Mello, Sá e Saretta, assim como já tenho idéia de contar com um preparador físico e um auxiliar-técnico, mas tudo isso ainda vamos discutir e chegar a um acordo.

Agencia Estado,

17 de fevereiro de 2005 | 17h24

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