Daniel Vorley/Divulgação
Daniel Vorley/Divulgação

Melo projeta jogo 'duro' contra colombianos na semi do Brasil Open

Juan Sebastian Cabal e Robert Farah são especialistas em duplas, diz brasileiro. 'Vamos montar uma estratégia para ir bem no sábado'

NATHALIA GARCIA, O Estado de S. Paulo

12 de fevereiro de 2015 | 21h33

Classificado para a semifinal de duplas, Marcelo Melo já projeta mais um jogo complicado no Brasil Open, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Ao lado do austríaco Julian Knowle, o brasileiro enfrentará os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah neste sábado em busca de uma vaga na decisão.

"(Espero) mais um jogo duro. Tivemos uma chave muito dura aqui desde o primeiro jogo. Cabal e Farah são especialistas na dupla, já enfrentei algumas vezes. Eles não jogam tanto no fundo, são mais agressivos. Vamos montar uma estratégia, fazer treinos táticos amanhã (sexta-feira) para chegar bem no sábado", afirmou o brasileiro.

Do jogo contra os argentinos Leonardo Mayer e Carlos Berlocq, o tenista mineiro leva a experiência para a Copa Davis. "Os caras jogam no fundo, batendo na bola o tempo todo. Estava preparado para fazer bastante voleio, foi o que aconteceu. São jogadores bastante sólidos. A gente acha que vai ser essa a dupla deles. Se for, já temos essa experiência. Foi bom para ver como eles jogam". Brasil e Argentina se enfrentarão entre os dias 6 e 8 de março, em Buenos Aires, pela primeira rodada do Grupo Mundial.

Para Marcelo Melo, a empolgação dos torcedores brasileiros na quadra secundária na vitória por 2 sets a 0, com parciais de 7/5 e 7/6 (7/3), também deu ao jogo um pouco do clima que será encontrado na competição entre os países. "A quadra favoreceu muito, acabou sendo uma míni Davis, só que em casa", comparou.

Ele também conta que o parceiro austríaco ficou animado com o apoio dos fãs durante a partida. "O Julian falou no vestiário que, nos últimos anos, foi o jogo que ele mais curtiu jogar, todo o sentimento daquela torcida gritando, gente querendo entrar e não podia. Para nós, foi bem bom", exaltou.

APOIO

Acompanhado de perto pelo irmão e treinador, o mineiro vê a presença de Daniel Melo como essencial para seu desenvolvimento no tênis e acredita que o laço familiar é positiva na relação profissional. "Eu olho praticamente todos os pontos para fora (onde fica Daniel), parece que virou costume depois de sete anos. Essa sintonia que tenho com ele, ele sabe o momento que tem de falar. O Daniel uma peça muito importante na minha carreira".

E a competitividade também é deixada de lado quando o assunto é o amigo Bruno Soares. Marcelo Melo acredita que quanto mais brasileiros no topo, melhor para o tênis nacional. "É importante a gente sempre estar ajudando um ao outro, tem uma coisa a mais entre nós. Sempre falei que não tenho competição com o Bruno. Crianças que estão começando e os jovens que estão virando profissionais vão ver isso", projetou.

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