Lucy Nicholson/Reuters
Lucy Nicholson/Reuters

Murray diz estar sem dor após nova cirurgia: 'Quero continuar a jogar'

Tenista britânico tenta se livrar de problema no quadril e pretende retomar a carreira

Rdação, Estadão Conteúdo

06 de março de 2019 | 11h18

Após dar um susto nos fãs em janeiro, o tenista escocês Andy Murray surpreendeu nesta quarta-feira ao revelar que está sem dores no quadril, depois de passar por nova cirurgia, no fim do primeiro mês do ano. "Com certeza quero continuar a jogar", declarou o ex-número 1 do mundo.

"Não tenho mais dores no quadril. A reabilitação está devagar, mas indo muito bem. Tenho apenas que esperar para ver como a situação evolui. Se for possível, adoraria competir novamente", disse o bicampeão olímpico em entrevista ao canal Sky News. "Todos os cirurgiões que consultei foram bem honestos sobre esta possibilidade e só temos que esperar agora."

Murray surpreendeu em janeiro ao afirmar que o Aberto da Austrália poderia ser o seu último torneio da carreira como profissional. Aos 31 anos, ele disse que pretendia se aposentar em Wimbledon, mas poderia não aguentar até lá em razão das fortes dores no quadril mesmo quando estava fora de quadra.

O dono de três títulos de Grand Slam começou a sentir dores no local na semifinal de Roland Garros de 2017, quando foi batido pelo suíço Stan Wawrinka em um jogo de cinco sets, com duração de 4h34min. Naquele ano, sua temporada foi encerrada após Wimbledon, em julho. No ano passado, disputou apenas seis torneios. E, em 2019, esteve em apenas duas competições, somando apenas três jogos.

Após o anúncio na Austrália, Murray fez nova cirurgia no local no fim de janeiro. A expectativa era de que pudesse ao menos ter maior qualidade de vida no seu dia a dia, em caso de aposentadoria. Mas o resultado parece ter surpreendido o tenista e os médicos.

O escocês manteve a expectativa de retornar em Wimbledon, mas avisou que pode ser muito cedo para disputar a chave de simples. "Não posso dizer ao certo de jogaria em simples. Mas, na duplas... O Bob Bryan, por exemplo, voltou no Aberto da Austrália depois de cinco meses e meio fora depois de fazer uma cirurgia parecida", comparou.

O tenista norte-americano tem se tornado a referência de Murray nos últimos meses, em razão da semelhança entre o problema dos dois atletas. "Eu falo com ele todos os dias sobre o início da reabilitação que ele fez e sobre as coisa que funcionaram ou não", comentou o escocês.

Murray acredita que só terá condições de tomar uma decisão definitiva sobre o seu futuro daqui a "sete ou oito meses". "Este é o prazo que defini na minha cabeça, caso as coisas não deem certo. É preciso um bom tempo para que os músculos se recuperem adequadamente."

Mais conteúdo sobre:
tênisAndy Murray

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.