Na Austrália, Tsonga repete história de Guga em Roland Garros

Jovem francês pode igualar feito do brasileiro em 1997, bater um campeão em sua 1.ª final de Grand Slam

Chiquinho Leite Moreira, O Estado de S. Paulo

24 de janeiro de 2008 | 18h27

A mais nova estrela do tênis, Jo-Wilfried Tsonga não poderia ter melhor prenúncio. Assim como Gustavo Kuerten em Roland Garros de 1997, ele também faz justamente a primeira final de sua vida em um torneio de Grand Slam.  Veja também: Jo Wilfried Tsonga vence Nadal e vai à final na Austrália Nadal diz que ninguém poderia parar Tsonga em quadra Guga foi mais além e ganhou o troféu ao bater na decisão um bicampeão, como o espanhol Sergi Brugera. Situação semelhante pode acontecer com o jovem francês, que a possibilidade de pegar neste domingo Roger Federer, campeão do Aberto da Austrália nos últimos dois anos. O suíço ainda joga a semifinal diante do sérvio Novak Djokovic, na manhã desta sexta-feira pelo horário de Brasília. Tsonga já entrou para a história ao bater o número 2 do mundo, Rafael Nadal, por 6/2, 6/3 e 6/2, num jogo em que mostrou todo o seu talento e aplicou voleios desconcertantes.  Depois de ter vencido favoritos como Andy Murray, Richard Gasquet e Mikhail Youzhny, este triunfo sobre Nadal foi o maior de sua carreira. "É incrível... nada poderia me parar hoje", disse o carismático tenista francês, que acrescentou: "É como um sonho, difícil de acreditar, mas tudo deu certo". Para os franceses, Tsonga já é um herói nacional, comparável a outro astro do tênis, Yannick Noah. Ambos têm mães francesas, mas país nascidos na África, no Congo e em Camarões, respectivamente. Noah ainda hoje é uma celebridade e faz sucesso como cantor. Foi o último francês a conquistar o título de Roland Garros, em 1983. Tsonga espera ser o próximo. Se os franceses o comparam ao genial tenista Noah, no circuito do tênis, em razão de seu semblante, é conhecido como Muhammad Ali, coincidentemente um dos ídolos da infância do tenista. Aos 22 anos, Tsonga nasceu como uma estrela. Foi campeão juvenil noUS Open de 2003, mas perseguido por contusões não andou ao lado de outros jovens franceses como Richard Gasquet e Gaels Monfils. Porém, nem por isso perdeu o apoio da Federação Francesa, que o manteve no programa de formação de jogadores e colocou o ex-tenista Eric Winogadsky como seu técnico. "Tsonga tem um grande coração. Para ele tudo está sempre bom, faz as coisas serem fáceis", define o treinador.

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