Cristiano Andujar/Divulgação<br>
Cristiano Andujar/Divulgação<br>

NA COPA DAVIS, BRASIL TENTA SURPREENDER A 'FAVORITA' ESPANHA

Equipe europeia não terá Nadal e Ferrer, mas impõe respeito no duelo com brasileiros pela repescagem, de sexta a domingo, no Ginásio do Ibirapuera

Amanda Romanelli e Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

10 Setembro 2014 | 07h00

A dois dias do início da repescagem da Copa Davis, a equipe brasileira tem mais dúvidas do que certezas para o confronto com a 'favorita' Espanha, entre sexta-feira e domingo, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. O capitão João Zwetsch definiu quem é o escolhido para o posto de tenista número dois de simples do Brasil nesta terça, mas o anúncio de quem jogará ao lado de Thomaz Bellucci e dos duplistas Marcelo Melo e Bruno Soares deve ficar apenas para quinta-feira.

Diferentemente das últimas convocações, o capitão deixou o último lugar em aberto entre Rogério Dutra Silva e Guilherme Clezar por uma semana, como uma forma de estimular os candidatos a entrarem mais motivados para a disputa. Mas a decisão não agradou a todos. O mais irritado com a situação foi João Souza, o Feijão, preterido por Zwetsch, que também é técnico de Clezar.

Já a Espanha ainda é uma incógnita para os brasileiros. Mesmo sem os seus principais astros - Rafael Nadal e David Ferrer estão fora por problemas físicos e Tommy Robredo alega cansaço para não vir ao Brasil - , os europeus chegam com um grupo forte. Sob a orientação do ex-jogador Carlos Moyá, os escolhidos entre Roberto Bautista Agut, Pablo Andujar, Marcel Granollers, Marc Lopez e David Marrero prometem dar trabalho no Ibirapuera.

Enquanto o anúncio não sai, resta ao time brasileiro trabalhar com diferentes cenários em sua fase final de preparação. "As coisas estão encaminhando para jogar o Bautista Agut e o Andujar em simples. A dupla ainda é uma interrogação. Quando há várias opções de mudanças, temos que estar preparados para todas as possíveis variações", afirma o capitão do Brasil.

Granollers também está cotado para jogar simples e duplas, mas se recupera de dores no punho esquerdo. Andujar é outro que não está 100% - desistiu na segunda rodada do US Open há menos de duas semanas. Diante destas dúvidas, Moyá faz mistério para não facilitar a estratégia dos donos da casa. "Eu prefiro não compartilhar essa informação. Vamos colocar a melhor equipe com chances de vencer", desconversa. A definição só deve ser divulgada no sorteio dos confrontos, nesta quinta-feira, às 11 horas.

Diante da Espanha, o Brasil tenta se recolocar na elite do tênis. A última vez que o time nacional integrou o Grupo Mundial foi em fevereiro do ano passado, quando enfrentou os Estados Unidos, de John Isner e dos irmãos Bryan, e acabou superado por 3 a 2 em piso duro. De lá para cá, os brasileiros foram superados pela Alemanha na repescagem e ganharam do Equador no Zonal Americano I, voltando ao playoff.

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'Estou bem para fazer um bom confronto', afirma Thomaz Bellucci

Depois de boa participação no US Open, tenista número 1 do Brasil ganha confiança para o duelo com a forte Espanha na Copa Davis 

Amanda Romanelli e Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

10 Setembro 2014 | 07h00

Tenista número 1 do Brasil, Thomaz Bellucci ainda não voltou a exibir seu melhor tênis, mas depois de uma boa participação no US Open, começa a mostrar que pode voltar a alcançar bons resultados no circuito. Nesta segunda-feira, atingiu a sua melhor posição no ranking da ATP no ano (83.ª) e ganha confiança para a sequência na temporada. Em São Paulo para o confronto com a Espanha pela Copa Davis, Bellucci fala ao Estado sobre a expectativa para a competição, a sua condição física e psicológica, e a importância de sua participação na equipe brasileira.

Após os resultados do US Open, você está mais confiante para a disputa da Copa Davis?

Com certeza. Fiz dois bons jogos nos Estados Unidos, lógico que me traz confiança. Agora é tentar manter o mesmo nível nesses dois jogos em São Paulo. São outras condições, mas também condições em que eu me sinto confortável, já joguei várias vezes na quadra do Ibirapuera, então, acho que estou bem para fazer um bom confronto.

Você já conversou com o João sobre alguma estratégia para o confronto com os espanhóis?

A gente tem algumas opções. Eles têm quatro jogadores, tem o Andujar como quinto jogador, ainda está em aberto quem vai jogar. O Bautista Agut e o Granollers são jogadores que eu conheço muito bem. Já joguei contra o Granollers umas três vezes, ele contra-ataca muito bem, e o Bautista Agut está super confiante, ganhando muitos jogos. São confrontos difíceis, os dois estão entre os 50.

Preferia ter a chance de enfrentar um Nadal ou um Ferrer? Ou acha que sem eles o caminho fica um pouco menos difícil para o Brasil?

Acho que não. Com Nadal e Ferrer, seria muito mais difícil. A nossa chance aumentou porque não são jogadores do mesmo nível que o Nadal e o Ferrer. Mas eles ainda são favoritos porque tem jogadores em um momento melhor que o nosso.

No Brasil Open você teve bastante apoio. Espera a mesma recepção calorosa?

Espero que seja um clima bem parecido com o do Brasil Open. Esse ano fiz a semifinal e em todos os jogos a torcida me apoiou, senti uma emoção bem legal de jogar dentro de casa. Espero que seja assim, ainda mais na Copa Davis, que a torcida pode participar mais ainda.

Mais experiente, como encara a responsabilidade que tem na equipe brasileira em uma Davis?

Estou ficando acostumado já, nos últimos anos a equipe sempre foi mais ou menos a mesma, mudou só entre o Rogério e o Feijão. A responsabilidade é grande tanto minha, quanto do Bruno, do Marcelo e do Rogério. A responsabilidade de ser o número 1 também é de se doar um pouco mais pela equipe, isso já tenho tentado fazer em outros confrontos.

Nessa temporada o seu lado psicológico está mais forte. Ainda tem acompanhamento regularmente?

Tenho. Faço acompanhamento, mas é uma questão de confiança, de me sentir um pouco mais seguro dentro de quadra. Acho que os resultados também ajudam na confiança, de entrar em quadra com uma postura diferente, de enxergar o jogo de uma maneira diferente. A parte mental é muito importante.

Fisicamente, se sente 100%?

Fisicamente me sinto bem, estou há uma semana aqui treinando. O importante em um jogo de cinco sets é saber dosar a energia. Acho que os espanhóis vão usar bastante isso a favor deles, fisicamente eles aguentam bastante. Quanto mais o jogo ficar longo, acho que eles vão ficar felizes com isso. O Granollers joga muito em função do físico. Gosta de correr, jogar lá atrás, salvando as bolas, acho que é um jogo de gato e rato.

Qual partida da Copa Davis traz algum sentimento especial para você?

Foram alguns jogos importantes. Um deles foi contra a Colômbia [em 2012 pelo Zonal Americano], em [São José] do Rio Preto, e depois nos Estados Unidos quando ganhei do [John] Isner. São os dois jogos que tenho as melhores recordações. Esses dois foram jogos em que a equipe precisava de mim, foram pontos importantes e eu consegui corresponder à altura.

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Bruno Soares: 'Em um dia bom, podemos ganhar de qualquer um'

Ligação com Marcelo Melo vai muito além das quadras de tênis. Em entrevista ao 'Estado', dupla fala sobre a equipe brasileira e a Davis

Amanda Romanelli e Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

10 Setembro 2014 | 07h00

Mineiros, amigos e até padrinhos de casamento. A ligação entre Bruno Soares e Marcelo Melo, representantes da equipe brasileira na Copa Davis, vai muito além das raquetes. O entrosamento também reflete nos resultados e os tenistas viraram referência mundial nas duplas. Enquanto dividem a quadra com parceiros estrangeiros no circuito, voltam a atuar juntos com a camisa do Brasil. Mas a partir de 2015 a parceria deve se repetir mais vezes, já que os tenistas começam a pensar na Olimpíada do Rio, em 2016. Ao Estado, os tenistas falam sobre a disputa com a Espanha e os planos para o futuro.

Qual é o palpite para formação da dupla da Espanha com a vinda de Granollers, López e Marrero?

BRUNO SOARES - Vai depender muito do que acontecer na sexta-feira. De qualquer forma, são duas duplas muito fortes. Hoje Granollers e Marc López são uma das melhores duplas do mundo, vêm jogando no circuito há muito tempo. No caso de Marrero e Marc López, é uma dupla que se conhece muito bem e vai ser pedreira também. Acho que o mais importante é fazer o nosso papel. Se a gente conseguir render o nosso melhor, independente de quem jogar, teremos uma chance boa.

MARCELO MELO - Marrero joga muito bem, porém eu acho a dupla López/Granollers mais forte por jogarem juntos há muito tempo, além dos resultados atuais.

Do que você viu do desempenho dos espanhóis no US Open, o que traz para cá (São Paulo)?

BRUNO SOARES - Nada de diferente. A gente sabe o estilo deles, são caras muito fortes no fundo de quadra, muito sólidos. Eu o Marcelo temos consciência do que fazer para ganhar o jogo, vamos ter de trabalhar durante a semana para estarmos o mais afiados possível no sábado.

Com a classificação para o Grupo Mundial em 2012, o sonho fica um pouco mais real apesar de ter uma Espanha pela frente?

BRUNO SOARES - Quando o sorteio saiu, a Espanha era um pouco aquela coisa de missão impossível, com Nadal e Ferrer. Agora com esse time que eles trouxeram, continuam favoritos, no papel eles continuam com uma equipe melhor do que a nossa, mas a gente tem chance. Em um final de semana inspirado, a gente pode ganhar deles. Isso já dá uma motivação bem maior para a gente do que vai acontecer nessa Copa Davis.

MARCELO MELO - Temos um confronto muito duro pela frente. Por mais que o Nadal e o Ferrer não tenham vindo, continua sendo um confronto difícil. Com certeza a ausência deles deixa a volta ao Grupo Mundial mais viável, porém temos que encarar com todas as forças.

Acham que saibro e altitude são as condições mais confortáveis para o Brasil?

BRUNO SOARES - No geral, sim. Esse é um piso que os nossos jogadores de simples gostam bastante de jogar. Os nossos confrontos em casa de Copa Davis sempre foram assim. A gente dá prioridade para o pessoal de simples, onde eles gostam de jogar. Eu e o Marcelo, na dupla, tentamos nos adaptar ao que eles escolherem.

Você e o Marcelo são referência quando se fala em Copa Davis. Como vocês vêem o papel da dupla nessa equipe?

BRUNO SOARES - A gente sabe da importância do nosso ponto, estamos acostumados a lidar com essa pressão. Mas isso é uma coisa que você tem de levar para o lado positivo. Se a gente está em um dia bom, podemos ganhar de qualquer um. A gente tem de tentar canalizar toda essa pressão em motivação.

MARCELO MELO - Com os resultados que temos na Copa Davis acaba sendo normal essa responsabilidade, porém sabemos que todos os jogos são duros, especialmente esse confronto contra a Espanha.

Qual é o sentimento de voltar a jogar ao lado do seu amigo e ex-parceiro Bruno Soares?

MARCELO MELO - É sempre um prazer voltar a jogar com o Bruno. Temos orgulho de defender juntos as cores do Brasil, especialmente na Copa Davis e Olimpíada.

Pensando na Olimpíada, já definiram quando vão jogar juntos no circuito?

BRUNO SOARES - Ainda não tem nada definido, acho que a tendência é em 2015 e 2016 a gente começar a jogar alguns torneios juntos. É muito difícil fazer uma programação baseada somente na Olimpíada, a gente tem um ano inteiro que joga pelo circuito, a gente tem de manter o nosso ranking, a gente tem os nossos parceiros. Tem de ser uma programação muito bem feita, vamos tentar encaixar um ou outro torneio.

Pensa em colocar esses torneios próximos da data da Davis?

BRUNO SOARES - Não faz tanta diferença. Eu e o Marcelo estamos sempre juntos, a gente viaja sempre juntos, 80% dos torneios que a gente disputa são os mesmos, a gente mora em Belo Horizonte, treinamos juntos quando estamos lá. Acho que o fator jogar juntos, entrosamento, é a coisa mais natural do mundo.

Tem alguma partida da Davis que vocês têm algum carinho especial?

BRUNO SOARES - Sem dúvida nenhuma, acho que vai ser para sempre os Bryan (jogo do Grupo Mundial contra os Estados Unidos em 2013). Esse foi o melhor jogo de Copa Davis meu e do Marcelo, acho que isso é um feito enorme. Ganhar da melhor dupla de todos os tempos nos Estados Unidos, na casa deles, não vai ter igual.

MARCELO MELO - Sem dúvida a mais importante foi a vitória contra a Rússia, no Brasil, quando voltamos para o Grupo Mundial. Foi uma sensação inexplicável levar o meu País de volta à elite.

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Brasil escolhe entre experiência e juventude para o quarto jogador

Capitão João Zwetsch só revelará na quinta-feira, dia do sorteio dos confrontos, se Rogério Dutra Silva ou Guilherme Clezar será titular

Amanda Romanelli e Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

10 Setembro 2014 | 07h00

Pelo menos até quinta-feira, quando será sorteada a ordem de confrontos entre Brasil e Espanha na Copa Davis, a indefinição sobre quem será o quarto jogador do País ficará mantida aos olhos do público. O capitão João Zwetsch, no entanto, já avisou ao grupo na noite de terça-feira quem será o segundo tenista nas partidas de simples: o experiente Rogério Dutra Silva, de 30 anos, ou o novato Guilherme Clezar, de 21 anos.

O suspense da confirmação do quarto titular se une à polêmica da convocação dos dois jogadores. Pela lógica, o Brasil escalaria seus tenistas mais bem posicionados no ranking. Thomaz Bellucci, hoje, é indiscutivelmente o número 1 do Brasil, pela experiência e posição na lista da ATP (é o 83.º). Mas Zwetsch preferiu "pular" o segundo do País, João Souza, 103.º do mundo, para chamar Clezar (189.º do ranking) e Rogerinho (201.º). 

Para o capitão brasileiro, os bons resultados de Feijão na temporada não são suficientes para fazê-lo integrar o time da Davis. Zwetsch destaca a convocação de Clezar, seu atleta no circuito mundial, como um passo importante para a renovação. E Rogerinho tem a confiança do treinador após o papel determinante no confronto diante do Equador, em abril, no Zonal Americano, quando venceu seus dois jogos de simples e o Brasil levou a série por 3 a 1.

O tenista preterido chiou. Citou um possível favorecimento ao tenista treinado pelo capitão da Davis e disse estar em melhor fase que os dois colegas convocados. Nem Rogerinho, nem Clezar quiseram se alongar na polêmica. 

"Acho que o João já deu todas as explicações sobre a convocação", disse Clezar. Ao contrário de Rogerinho, ele não teve boa participação contra os equatorianos (sua primeira convocação para a Davis), quando precisou abandonar um jogo, lesionado. Clezar diz que os problemas estão superados. "Foi uma fatalidade. Desde que voltei de lesão (na coxa), tenho focado muito na parte física. Me vejo um degrau acima fisicamente do que estava no Equador".

Rogerinho teve problemas físicos na temporada. "Eu vim de duas lesões neste ano, mas sinto que estou jogando bem", disse o atleta, que não é top 100 desde a metade de 2013. A confiança para Davis, contudo, vem de seu apreço pelo torneio. "É a competição que eu mais gosto e com a que eu mais me identifico. A Davis sempre me dá muita confiança. Depois do confronto com o Equador, ganhei um torneio uma semana depois. Espero levar isso para depois e começar o ano que vem mais próximo do top 100."

A indefinição que ainda se estende não é motivo de preocupação para nenhum dos dois. "É uma coisa nova, e acho interessante. O Clezar é jovem, pela idade, mas tem experiência. Ele é o futuro do Brasil", afirma Rogerinho. O companheiro mantém o discurso afinado. "Sem dúvida, saber que existe a possibilidade de jogar sempre deixa o jogador mais motivado. Independentemente de jogar ou não, vou estar 100% fechado com a equipe para que possamos sair vitoriosos."

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João Zwetsch pede brasileiros 'perto do limite' contra a Espanha

Na sexta-feira, gaúcho inicia sua 10.ª participação como capitão do Brasil na Davis, supera polêmica e aposta na renovação da equipe

Amanda Romanelli e Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

10 Setembro 2014 | 07h00

O gaúcho João Zwetsch, de 45 anos, dá início à sua décima participação como capitão do Brasil na Copa Davis e terá um rival de peso pela frente: a Espanha. O adversário chega ao País sem suas principais estrelas, mas isso não significa que o desafio será menor. Para o comandante, os visitantes deixam de ser 'imbatíveis', mas continuam como favoritos mesmo que as partidas sejam disputadas no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. E ele sabe que seus tenistas precisam jogar 'perto do limite' para terem alguma chance.

"Na ausência de Nadal e Ferrer, o Brasil vislumbra um pouco mais de chance no confronto, apesar de saber que os jogadores que estão vindo têm um nível excelente também. A equipe espanhola continua sendo superior à brasileira sem dúvida nenhuma", avalia João, no cargo desde fevereiro de 2010.

Diante de um rival poderoso, até a escolha do piso teve de ser feita cuidadosamente. Ainda que a Espanha seja a melhor escola do mundo no saibro, os seus tenistas têm resultados expressivos em todas as superfícies. O que não vale para o Brasil. Com isso em vista, a comissão técnica tentou criar uma atmosfera mais favorável possível para os donos da casa. Assim, foi escolhido o saibro indoor e a cidade de São Paulo, na altitude, o que deixa o deslocamento da bola mais rápido.

"Seria muito mais importante colocar o confronto onde a nossa equipe pudesse se sentir confortável. Uma quadra muito rápida nunca é interessante para nós (brasileiros). Naturalmente, estamos acostumados a jogar em quadra de saibro", explica o capitão.

Com a polêmica convocação de Guilherme Clezar, João dá início a um processo de renovação da equipe brasileira. O tenista de 21 anos, que ocupa o 189.º lugar no ranking da ATP, é a primeira aposta da comissão técnica. Outro nome que tem chamado a atenção do capitão é o de Thiago Monteiro. No entanto, o jovem atleta acabou descartado depois que Larri Passos e o ex-jogador Gustavo Kuerten lhe aconselharam a esperar, alegando que ele ainda não estava preparado para assumir um lugar na equipe.

Zwetsch também convocou alguns 'juvenis' para acompanhar a preparação da equipe principal. Os garotos Orlando Luz e Marcelo Zormann, campeões nas duplas em Wimbledon e na Olimpíada da Juventude, e João Menezes, vice ao lado de Rafael Matos no US Open, vão conviver com os tenistas da equipe principal para absorver um pouco da experiência de Thomaz Bellucci e dos duplistas Bruno Soares e Marcelo Melo.

Como a oportunidade ainda é restrita a alguns, o capitão idealiza um trabalho "de massa" com a base do tênis brasileiro. "A gente sabe que não é uma coisa que possa ser feita a curto prazo. A ideia é sempre conseguir tirar proveito desse trabalho de base para que mais jovens possam surgir".

Com o sonho de alavancar o esporte, João Zwetsch fica na torcida pelo aparecimento de novos jogadores, que, como Guga, possam inspirar os mais jovens. "Tomara que os que estão por aí lutando consigam subir seu nível para a gente poder ter cada vez mais bons jogadores, aqueles que inspiram e motivam as pessoas a buscarem as mesmas coisas que eles tiveram. Isso é fundamental", projeta.

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