Nadal admite recuperação lenta, mas quer surpreender

O espanhol Rafael Nadal disputará neste domingo sua segunda final consecutiva no circuito, após ficar afastado das quadras por sete meses. Derrotado na decisão de simples e duplas no Torneio de Viña Del Mar, o ex-número 1 do mundo espera encerrar o jejum de títulos no Brasil Open, onde já brilhou em 2005, para resgatar sua confiança e acabar com a desconfiança que cerca sua condição física.

FELIPE ROSA MENDES, Agência Estado

17 de fevereiro de 2013 | 09h17

"A recuperação está demorando um pouco mais do que gostaria. Não é agradável", admite Nadal, que não se deixa abalar pelo lento retorno. "Já passei por lesões complicadas. Não sei se é normal a dor que sinto, mas tenho confiança no pessoal que trabalha comigo, tenho confiança em mim mesmo. Vou seguir trabalhando e contar também com a sorte para que meu joelho fique melhor o quanto antes".

Nadal não nega que vem jogando com dores, desde que voltou ao circuito, na semana passada, no Chile. O problema no joelho esquerdo, segundo revela, varia de jogo para jogo. Não chega a impedir que entre em quadra, mas restringe seus movimentos em alguns momentos. "Há dias melhores, há dias piores", diz o tenista, que estava afastado desde a queda precoce em Wimbledon, no final de junho do ano passado.

Ele admite ainda que sente falta de energia e de "pernas" em alguns lances. Sem poder alongar os pontos, ele perde uma de suas principais características, que é a incrível resistência física demonstrada nas temporadas anteriores. Foi assim que alcançou o recorde de 7 títulos em Roland Garros e ganhou o epíteto de "Rei do Saibro".

A decisão deste domingo pode ser considerada um bom teste por causa do adversário, o argentino David Nalbandian, outro especialista em saibro, e também em razão da velocidade da quadra do Ginásio do Ibirapuera. "Não pode ser considerada uma quadra de saibro tradicional. Aqui é mais rápido que no US Open e no Aberto da Austrália", compara Nadal, se referindo aos torneios de Grand Slam com quadras reconhecidamente velozes.

Uma vitória em uma quadra rápida como a de São Paulo poderá fazer Nadal se sentir mais confiante até para disputar torneios tradicionais como os Masters 1000 de Indian Wells e Miami, disputados em quadra dura, ambos em março. "Espero que as coisas fiquem melhores com o passar das semanas. Só posso pensar de forma positiva".

Neste domingo, Nadal busca seu 51° título no circuito da ATP e o 37° em quadras de saibro. Em 41 finais neste piso, o espanhol perdeu apenas cinco vezes, para Roger Federer e Novak Djokovic, duas vezes cada, e para o argentino Horacio Zeballos, no domingo passado, em Viña Del Mar.

Antes da final de simples, o brasileiro Bruno Soares entrará em quadra às 11 horas para a decisão de duplas. Jogando ao lado do austríaco Alexander Peya, ele vai defender o bicampeonato diante da parceria formada pelo checo Frantisek Cermak e o eslovaco Michal Mertinak. Não há mais ingressos à venda.

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