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Nadal diz que sua prioridade não é mais liderar ranking mundial

Tenista espanhol garante que sua vontade é voltar a se sentir competitivo após um ano marcado por inúmeras lesões para ele

EFE

17 de dezembro de 2014 | 09h10

Líder do ranking mundial de tênis por 141 semanas, a última delas em julho deste ano, o espanhol Rafael Nadal revelou nesta terça-feira que já não pensa em ser o melhor do circuito e que sua prioridade é conseguir superar as lesões e tirar o melhor de si mesmo em 2015.

Atual terceiro colocado da lista da ATP, Nadal lidou com pelo menos três problemas físicos de certa gravidade em 2014. Uma lesão nas costas prejudicou seu desempenho no Aberto da Austrália, dores no punho o tiraram do US Open, e uma apendicite impediu que ele participasse do ATP Finals.

"Já faz alguns anos que digo que para mim o número 1 não é um objetivo. Se depois as coisas derem certo, como aconteceu em 2013, e eu tiver a chance de ser líder, ótimo. Mas, sinceramente, já tem dez anos que estou entre os dois ou três melhores do mundo, e o ranking atualmente não é a prioridade máxima para mim", disse o atleta de 28 anos em evento promocional em Barcelona. "Evidentemente, sei que se eu competir bem, o ranking será positivo, mas minha prioridade é ser competitivo, tentar estar bem em todos os torneios dos quais participar", ponderou.

Nadal revelou que vem treinando em ritmo intenso e que nos últimos dias teve em suas atividades em Mallorca a companhia de dois tenistas do top-100, o compatriota Pablo Carreño Busta, número 51 do mundo, e o francês Richard Gasquet, número 26.

"Estou treinando bastante, com muita intensidade, e nas duas últimas semanas estou em um nível alto. Mas é preciso ir passo a passo porque o corpo, após um tempo sem poder treinar nem competir, se ressente do que é uma readaptação através da exigência do esporte em nível máximo. No princípio, sente-se pequenas dores, mas são coisas lógicas de voltar ao trabalho", comentou.

O espanhol já confirmou que voltará às quadras no dia 2 de janeiro, em torneio de exibição em Abu Dhabi. Contudo, ele ainda não sabe se estará pronto para participar do Aberto da Austrália, o primeiro Grand Slam do ano, em 19 desse mês. "Tomara que possa me recuperar já para estar na Austrália, mas pode ser que não seja assim, e há sempre a possibilidade, porque estive quase seis meses sem poder treinar e competir. O tempo é curto, e espero que esse tempo me ajude a tentar recuperar as boas sensações no saibro, como é no Rio de Janeiro e em Buenos Aires (em fevereiro)", refletiu.

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