Olivier Anrigo / Reuters
Olivier Anrigo / Reuters

Nadal e Djokovic brigam pelo topo do ranking no ATP Finals

Torneio disputado em Londres vai definir quem termina temporada como número 1 do mundo; Federer também disputa

Felipe Rosa Mendes, O Estado de S. Paulo

10 de novembro de 2019 | 04h30

Considerados por muitos como os melhores da história, Rafael Nadal, Novak Djokovic e Roger Federer terão no ATP Finals, a partir de hoje, mais um capítulo de uma disputa direta por recordes e pelo topo do ranking. Será a primeira vez desde 2015 que o trio estará junto em Londres, na competição que encerra a temporada 2019 ao reunir os oito melhores do ano.

Nadal e Djokovic vão fazer um duelo direto pela liderança da ATP. O espanhol reassumiu a posição de número 1 do mundo na semana passada, mesmo depois de o sérvio faturar o título do Masters 1000 de Paris. Apenas 640 pontos separam atualmente os dois tenistas.

Campeão em Roland Garros e no US Open, Nadal precisa chegar à final de forma invicta para se manter no topo e terminar o ano como número 1 pela quinta vez em sua carreira. Se isso acontecer, o tenista de 33 anos será o mais velho a obter este feito. Caso não tenha sucesso nesta busca, o espanhol verá Djokovic alcançar o recorde do norte-americano Pete Sampras, único a fechar a temporada na ponta por seis vezes.

O sérvio, contudo, terá de buscar o título na quadra dura de Londres e também torcer por tropeços de Nadal. Se for campeão, Djokovic igualará outro recorde, desta vez de Federer, único hexacampeão da competição – o sérvio soma cinco troféus. Nadal, surpreendentemente, ainda mira sua primeira conquista no ATP Finals.

“Será uma tarefa extremamente difícil, levando em conta os adversários que vou enfrentar”, admite o sérvio, campeão do Aberto da Austrália e de Wimbledon neste ano. Apesar disso, um fator extraquadra poderá ajudar o tenista. Nadal se recupera de lesão muscular no abdome e, longe de estar 100% fisicamente, poderá abandonar a competição no meio dela. 

Sem chance de brigar pelo topo do ranking, Federer corre por fora nesta disputa. O número três do mundo não venceu nenhum Grand Slam em 2019 e tenta o troféu do Finals para ampliar o seu recorde de conquistas. De quebra, poderá aumentar seu currículo para 104 títulos, de olho na marca histórica de 109, do americano e lenda das quadras Jimmy Connors.

Os três grandes tenistas vão voltar a se enfrentar no torneio que encerra a temporada da ATP após quatro anos. Nas últimas edições, uma série de problemas físicos com os três impediu que eles estivessem juntos na Arena O2, em Londres.

Nesta disputa por recordes e marcas grandiosas, o trio terá o já recorrente duelo de gerações com jovens rivais. Nesta edição, serão três estreantes, nenhum deles com mais de 23 anos: o russo Daniil Medvedev (23 anos), o grego Stefanos Tsitsipas (21) e o italiano Matteo Berrettini (23).

Medvedev e Tsitsipas estarão na mesma chave de Nadal, o Grupo Andre Agassi, assim como o alemão Alexander Zverev, atual campeão. O Grupo Bjorn Borg terá Federer e Djokovic, além do austríaco Dominic Thiem e Berrettini. Na primeira fase, todos os tenistas se enfrentam dentro dos grupos e os dois melhores avançam às semifinais, no próximo sábado. No domingo, os dois vencedores das semis entrarão em quadra.

MARCELO MELO QUER ENCERRAR SÉRIE DE VICES

Único representante do Brasil nesta edição do ATP Finals, Marcelo Melo quer encerrar uma sequência de três vice-campeonatos seguidos. Ele e o polonês Lukasz Kubot entram como um dos principais favoritos do torneio de duplas – são os cabeças de chave número dois.

“Acho que fizemos uma boa temporada. Logicamente, como todos os outros, com altos e baixos. O importante foi classificar para o Finals, que é o objetivo desde o início do ano. A gente chega bem, a expectativa é muito boa para a competição em Londres”, diz o brasileiro.

Melo e Kubot estão no Grupo Jonas Bjorkman. Na primeira fase, terão pela frente Rajeev Ram (EUA)/Joe Salisbury (Inglaterra), Raven Klaasen (África do Sul)/Michael Venus (Nova Zelândia) e Ivan Dodig (Croácia)/Filip Polasek (Eslováquia).

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