James Hill/The New York Times
James Hill/The New York Times

Naomi Osaka foca na reabilitação física e mira retorno às quadras de tênis em agosto

Enquanto ainda busca um bom desempenho na grama, tenistas se prepara para voltar à melhor forma nos próximos meses

Christopher Clarey, The New York Times, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2022 | 20h00

Naomi Osaka não jogará em Wimbledon no fim deste mês, como imaginou no último sábado. Osaka e sua equipe indicaram que a desistência foi devido a uma tendinite no tendão de Aquiles esquerdo e que ela jogaria o torneio caso estivesse saudável. Depois de perder na primeira rodada de Roland Garros no mês passado, com o tornozelo esquerdo enfaixado, Osaka, ex-número 1 do mundo, disse a repórteres que estava inclinada a não jogar em Wimbledon já que os torneios masculinos e femininos retiraram o Grand Slam dos pontos de classificação em resposta à proibição da participação de jogadores da Rússia e de Belarus devido à guerra na Ucrânia.

"Sinto que se eu jogar Wimbledon sem valer os pontos, é mais como uma exibição", disse Osaka em Paris. "Eu sei que isso não é verdade, certo? Mas na minha cabeça é isso. Sempre que penso que é como uma exibição, simplesmente não consigo jogar 100%".

Mas Osaka, como se viu, não estava saudável o suficiente para jogar em nenhum torneio de grama este mês, mesmo aqueles que ofereciam pontos no ranking. Ela desistiu do WTA 500 desta semana em Berlim, citando a lesão no tendão de Aquiles, e em 9 de junho ela postou um vídeo correndo em uma esteira subaquática.

"Meu Aquiles ainda está sendo teimoso", escreveu ela em uma postagem nas redes sociais. "Devo estar envelhecendo ou algo assim". Sua publicação incluiu fotos e vídeos dela recebendo tratamentos de acupuntura e ultrassom no tendão de Aquiles esquerdo. "Tentando encontrar os aspectos positivos em uma situação negativa", escreveu. "Mas lá se vão meus sonhos na grama."

Osaka já venceu duas vezes o Aberto da Austrália e dos EUA, mas nunca passou da terceira rodada tanto do Aberto da França como de Wimbledon. Ela ainda não chegou a uma final em qualquer torneio de saibro ou grama (seu recorde é de 21-17 no saibro e 11-9 na grama). Alguns de seus pontos fortes poderiam fazer com que ela se destacasse na grama. Por enquanto, no entanto, seu desempenho não reflete esse potencial.

Osaka jogou pela última vez em Wimbledon em 2019, perdendo na primeira rodada em um ano em que mudou de treinador depois de subir para o primeiro lugar no ranking. Ela não participou da edição do ano passado durante uma pausa do tênis para tratar de sua saúde mental. 

Desde que chegou à final do Miami Open em abril, onde perdeu para a nova número 1 Iga Swiatek, Osaka venceu apenas uma partida de simples e se retirou dos Abertos da Itália e de Berlim, além de Wimbledon. Ela pretende voltar às disputas na primeira semana de agosto, quando o circuito retornar aos Estados Unidos, em Washington e na Califórnia. Por enquanto, Osaka continuará sua reabilitação.

Na sua publicação nas redes sociais no último sábado, ela escreveu: "depois da tempestade, vem a calmaria". "Este é um ditado que estou tentando incorporar", escreveu. "Sinto que a vida continua dando cartas e você nunca vai se acostumar com elas, mas é como você se adapta a situações desconfortáveis ​​que realmente diz coisas sobre seu caráter".

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