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Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Negociação com Ministério não avança e CBT adia planos de assumir Centro Olímpico

Confederação admite não ter 'resguardo financeiro' para concluir plano de assumir complexo de tênis do Parque Olímpico

Felipe Rosa Mendes, Estadão Conteúdo

20 de dezembro de 2017 | 16h10

Sem sucesso nas negociações com o Ministério do Esporte, a Confederação Brasileira de Tênis (CBT) adiou os planos de assumir a gestão do Centro Olímpico de Tênis, localizado no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A CBT alega falta de recursos para administrar o local.

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Em contato com o Estado, a entidade reforça o interesse em assumir o Centro, mas reconhece "falta de resguardo financeiro" para uma gestão "mais duradoura". O objetivo da CBT era receber verba de apoio do Ministério do Esporte para atuar diretamente no Centro Olímpico, até com a meta futura de estabelecer no local um centro de treinamento nacional.

As negociações, contudo, não andaram ao longo do ano. As conversas se intensificaram em fevereiro, quando Rafael Westrupp assumiu a presidência da CBT. E ganharam volume em maio, em reunião com o próprio ministro Leonardo Picciani, em Florianópolis, na própria sede da entidade.

Na época, o ministro elogiou o projeto de gestão apresentado, assim como as metas de criação do centro de treinamento. "É um exemplo não só para o tênis como para as outras modalidades, pois a CBT consegue atender todas as pontas do esporte, desde o alto rendimento até os projetos sociais e de cadeirantes", afirmara Picciani.

Sem sucesso nas tratativas, a CBT adiou os planos de assumir a gestão do local. Westrupp alega que a entidade não conta com recursos suficientes para aceitar tal missão. Segundo ele, os custos de manutenção do Centro Olímpico são estimados em R$ 4 milhões por ano. Mas, desde o fim do ano passado, a entidade vem cortando gastos por causa da redução de 78% do patrocínio dos Correios. Pelo novo contrato com a estatal, a CBT passou a receber R$ 2 milhões por ano, bem abaixo dos R$ 9 milhões do vínculo anterior.

RIO OPEN

Sem a gestão da CBT, o Centro Olímpico passou a contar neste mês com um projeto social liderado pela organização do Rio Open, maior torneio de tênis da América do Sul. O projeto, batizado de Núcleo Esportivo Rio Open, levará crianças para usar e praticar o esporte nas quadras do Centro, que é um dos legados da Olimpíada de 2016.

Na primeira fase, cerca de 50 crianças, entre 6 e 11 anos, serão beneficiados pelo projeto. Este primeiro grupo de alunos virão da escola pública Roberto Burle Marx, da zona oeste do Rio. As aulas acontecerão às terças e quintas-feiras no início do ano letivo, em fevereiro.

O projeto conta com o apoio da Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO), autarquia ligada ao Ministério do Esporte, que assumiu a responsabilidade pelos equipamentos olímpicos. A AGLO sucedeu a Autoridade Pública Olímpica (APO) em março deste ano.

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