Epitácio Pessoa/AE
Epitácio Pessoa/AE

Nicolás Almagro bate compatriota e vai para a final do Brasil Open em São Paulo

Tenista vai para sua terceira decisão da competição brasileira

Alessandro Lucchetti, estadão.com.br

18 de fevereiro de 2012 | 18h01

SÃO PAULO - Nicolás Almagro venceu um jogo bem disputado com seu compatriota Albert Ramos neste sábado e chega à decisão do Brasil Open pela terceira vez. O 11º tenista no ranking da ATP já tem dois títulos, conquistados na Costa do Sauípe, na Bahia. O placar foi 6/4 e 7/6 (7-4).

Novamente bastante simpático e descontraído na entrevista coletiva, Almagro esteve alheio à polêmica deflagrada por Leonardo Meyer, o argentino que reclamou do comportamento da torcida na derrota para Thomaz Bellucci nas quartas de final, sexta-feira à noite. O bicampeão do Brasil Open disse que não viu a partida porque estava comendo picanha àquela hora.

Almagro deixou claro que, se a torcida respeitá-lo, poderá fazer quanto barulho quiser que isso não vai incomodá-lo.

"Aqui no Brasil se vive com muita intensidade o esporte. E é por isso que os esportistas se sentem felizes jogando aqui. Desde que não faltem com o respeito, não vão me perturbar. Não posso pretender enfrentar as 9 mil pessoas que estarão aqui amanhã (domingo). Vou me dedicar a enfrentar apenas uma pessoa."

Quanto às dificuldades que enfrentou para superar Ramos, que tem um ranking modesto (64º), Almagro disse que já esperava por elas. "Ramos tem um jogo muito bonito, que é eficiente no saibro. Ademais, saca muito bem."

O QUE VALE É GANHAR

O tenista também não parece incomodado com o fato de nunca ter vencido em outra superfície além do saibro. Todos os seus dez títulos foram obtidos na terra batida. "Muitos tenistas dariam qualquer coisa para ter um título da ATP. Eu tenho dez. Não importa que os conquiste na grama, no gelo, na água ou numa plantação de batatas."

Por fim, Almagro novamente mostrou sua reverência a Gustavo Kuerten, que está encarregado de entregar o troféu ao campeão do Brasil Open. "Tive a felicidade de enfrentar Guga logo na minha estreia num Grand Slam, em Roland Garros, em 2004. Fiquei muito feliz por ter levado ao quinto set um jogo contra um tricampeão do Aberto da França (Almagro acabou perdendo o jogo). Ficarei muito honrado se puder receber o troféu das mãos dele, que é a maior estrela do tênis brasileiro. Quero guardar para sempre a foto dele comigo."

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