Nike negocia patrocínio com Guga

Ídolo nacional, Gustavo Kuerten poderá começar 2002 de roupa nova. É grande a possibilidade de o tenista assinar contrato de patrocínio com a Nike, rompendo um acordo de muito anos com a italiana Diadora, numa troca que deverá marcar uma nova fase na vida do carismático Guga.As negociações com a Nike Internacional já estão em andamento, mas esbarram em obstáculos difíceis de superar. O maior deles é o fato de a fábrica de produtos esportivos - que já patrocina a seleção brasileira de futebol - não costumar dividir espaço com outras empresas. Nesse caso, as marcas do Banco do Brasil e da Globo.com teriam de desaparecer da camisa oficial de jogo do tenista.Regime de exceção - A forma de facilitar a negociação seria abrir uma exceção para o brasileiro, que tem contrato de parceria com o Banco do Brasil até dezembro de 2003. No Brasil, a gerente de Comunicações da Nike, Kátia Gianone, revela que a política de sua empresa é usar um padrão único de contrato com atletas e, especialmente no tênis, não "dividir patrocínios". Cita Lleyton Hewitt, Pete Sampras e Andre Agassi, que jogam sem nenhuma outra marca no uniforme.Apesar de afirmar que Guga "é um atleta interessante para qualquer empresa", Kátia faz questão de enfatizar que desconhece qualquer negociação envolvendo o tenista.Em Brasília, José Augusto Nunes, do Departamento de Estratégia e Marketing do Banco do Brasil, confessou já ter ouvido um ?zunzunzum? ?sobre a possível ida de Guga para a Nike", mas deixou claro: "Oficialmente, ainda não temos nada a declarar."Projeto abrangente - José Augusto Nunes lembra que a parceria do BB com o tênis não se restringe a Guga. "Nosso projeto é de quatro anos, envolve escolinhas de tênis, torneios juvenis e o patrocínio à equipe brasileira da Copa Davis até 2003. Temos uma parceria muito boa para os dois lados, tanto para o tênis como para o banco."O contrato de patrocínio da Diadora com Guga também está em vigência. Mas as pessoas que poderiam dar alguma informação sobre a saída do tenista, Luiz Maia e Leonardo Frigeri, estão na Itália, em visita à sede da Diadora.Pelo lado do tenista, ninguém comenta o assunto. Como sempre fazem, esperam primeiro a concretização do negócio para só então se manifestarem. Esta, porém, não teria sido a primeira vez que a Nike investe na tentativa de levar Guga. No ano passado, a empresa de material esportivo teria oferecido US$ 10 milhões por ano para fechar o contrato, mas a negociação emperrou justamente na exigência de não dividir espaço. Desta vez, parece que o regime de exceção pode imperar.

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