Yasuyoshi Chiba/ AFP
Yasuyoshi Chiba/ AFP

Nishikori vê estreia dura contra Bellucci, mas já pensa em sambar se for campeão

Tenista número 5 do mundo projeta conquistar o título do Rio Open e dançar na quadra do Jockey Club Brasileiro

Felipe Rosa Mendes, enviado especial ao Rio, Estadao Conteudo

21 Fevereiro 2017 | 09h38

Maior favorito ao título do Rio Open, o japonês Kei Nishikori projeta uma estreia complicada, na noite desta terça-feira, contra o brasileiro Thomaz Bellucci. Mas não esconde que sua meta é conquistar o título que faltou no domingo passado, quando foi batido na final do Torneio de Buenos Aires. Buscando se reerguer após o vice-campeonato na Argentina, o tenista número 5 do mundo cogita até "sambar" na quadra central montada no Jockey Club Brasileiro se for campeão no Rio.

Nishikori desembarcou no Brasil na segunda-feira com boas memórias da capital fluminense. Em sua primeira competição em solo brasileiro, ele conquistou sua primeira medalha olímpica, no ano passado, no Rio-2016. O suado bronze veio em um grande duelo com o espanhol Rafael Nadal. "É bom estar de volta. Ganhar a medalha aqui foi uma grande experiência para mim. Mas agora a situação é diferente, o piso é diferente", diz o japonês, cauteloso.

A prudência, contudo, não resiste a uma pergunta sobre o ritmo de festa que contagia a cidade às vésperas do carnaval. Questionado sobre sua disposição de conhecer a festa popular brasileira, Nishikori se esquiva, mas logo entra na brincadeira. "Não sei dançar samba... mas posso dançar se eu for campeão", avisa o cabeça de chave número 1 do Rio Open.

Para tanto, Nishikori terá de superar Bellucci, o número 1 do Brasil, por volta das 19 horas desta terça. E ele sabe que não será tarefa simples, dado o bom desempenho do brasileiro no saibro. "Tenho certeza de que será um jogo duro. Ele é um grande jogador no saibro, especialmente aqui, jogando em casa. Já tivemos uma boa batalha", afirma o japonês, referindo-se ao único duelo entre os dois tenistas no circuito profissional. Foi em Roland Garros, em 2015. Nishikori levou a melhor em sets diretos, na segunda rodada.

Desta vez, o japonês enfrentará um público a favor do seu adversário e atuará vindo de uma sequência de jogos em Buenos Aires. Ele, contudo, garante estar em boas condições para chegar a mais uma final. "Estou um pouco cansado, porque joguei semana passada, mas estou bem fisicamente", assegura. "É uma grande experiência jogar estas duas semanas na América do Sul. Estou empolgado, é uma mistura diferente para mim, uma pequena mudança no calendário."

Até o ano passado, Nishikori costumava encarar - e vencer - no piso duro do Torneio de Memphis, nos Estados Unidos, nesta época do ano. O japonês faturou nada menos do que quatro títulos seguidos na competição norte-americana. Agora espera repetir o feito no saibro do Rio Open.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.