Vincent Thian/AP
Vincent Thian/AP

No Aberto da Austrália, 'intrusos' desafiam supremacia de quarteto

Na chave feminina, Maria Sharapova busca o título para desbancar Serena Williams da liderança do ranking da WTA

Estadão Conteúdo

18 de janeiro de 2015 | 08h05

O ano do tênis começa para valer neste domingo, às 22 horas (de Brasília) - manhã de segunda-feira em Melbourne -, com a rodada inaugural do Aberto da Austrália. O primeiro Grand Slam de 2015 traz consigo uma questão surgida em 2014: estaria o grupo dos quatro principais tenistas da atualidade - Roger Federer, Rafael Nadal, Novak Djokovic e Andy Murray - sob o risco de perder sua supremacia?

No ano passado, dois dos Slams foram conquistados por "intrusos". O suíço Stan Wawrinka, número dois de seu país e quatro do mundo, começará a disputa em Melbourne, contra o turco Marsel Ilhan, na condição de defensor do título. E 2014 terminou com uma impensada final do US Open entre Martin Cilic e Kei Nishikori, quando o croata levou a melhor sobre o japonês.

Ao ser campeão, Wawrinka interrompeu uma soma impressionante. Dos últimos 35 Grand Slam disputados, 34 tinham sido vencido pelos "quatro grandes". O US Open foi o primeiro torneio major, desde o Aberto da Austrália de 2005, que não teve Federer, Nadal, Djokovic ou Murray como finalistas.

Mesmo assim, o ano que passou teve Nadal como campeão de Roland Garros pela nona vez, Djokovic conquistando o bicampeonato em Wimbledon em cima de Roger Federer. Portanto, Wawrinka mostra seu respeito pelos rivais. "Eles estão ganhando torneios de grande envergadura há muito tempo. Eu conquistei apenas um Grand Slam", avaliou.

Cilic não estará na Austrália, lesionado, mas Nishikori (5.º do mundo), o checo Tomas Berdych (7.º), o canadense Milos Raonic (8.º) e o búlgaro Grigor Dimitrov (11.º) aparecem como postulantes a estragar a festa dessa turma hegemônica.

Federer, o veterano do grupo, é quem chega com a moral em alta em Melbourne. Há uma semana, ganhou o Torneio de Brisbane e alcançou a marca de mil vitórias na carreira. Líder do ranking com uma confortável vantagem para o suíço, Novak Djokovic quer voltar a dominar no Grand Slam que ganhou consecutivamente entre 2011 e 2013. Andy Murray decidiu começar o ano disputando a Copa Hopman, torneio misto de exibição.

Quem está sob dúvidas, mais uma vez, é Rafael Nadal. O espanhol não jogou a temporada norte-americana na quadra dura, incluindo o US Open, e também perdeu o ATP Finals por problemas físicos - primeiro, sentiu uma lesão no punho e, depois, sofreu com uma apendicite.

O Brasil terá dois representantes na chave principal. Thomaz Bellucci, 65.º do mundo, terá uma estreia difícil contra o espanhol David Ferrer, cabeça de chave número 9. O principal tenista do País, que terminou a temporada como a estrela da campanha que recolocou o Brasil no Grupo Mundial da Copa Davis, rompeu a parceria com o espanhol Francisco Clavet e voltou a trabalhar com o técnico João Zwestch - pelo menos até o fim de março.

Já João Souza, o Feijão, 115.º do ranking, disputa o Aberto da Austrália pela segunda vez. Faz sua primeira partida contra o croata Ivan Dodig e ainda busca vencer pela primeira vez na competição.

FEMININO

Serena Williams tem sua liderança do ranking da WTA em jogo em Melbourne. A norte-americana decidiu disputar a Copa Hopman e não defendeu os pontos do Torneio de Brisbane. A russa Maria Sharapova agradeceu. Ganhou o título do torneio preparatório e diminuiu a diferença para 681 pontos.

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