Alejandro Pagni/AFP
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No Rio Open, Nishikori assume protagonismo na ausência de Nadal

Japonês número 5 do mundo é o principal nome do torneio e vai estrear contra o brasileiro Thomaz Bellucci

Felipe Rosa Mendes, O Estado de S. Paulo

20 Fevereiro 2017 | 07h00

Pela primeira vez sem contar com uma grande estrela do circuito, o Rio Open começa nesta segunda-feira, no Jockey Club, apostando no japonês Kei Nishikori e nos duplistas do Brasil, Bruno Soares e Marcelo Melo jogando com seus respectivos parceiros, para manter a atenção do mundo do tênis que se acostumou a ver Rafael Nadal deslizando no saibro do torneio de nível ATP 500 em suas três primeiras edições.

Nadal se tornou o carro-chefe da competição ao estrelar e vencer a primeira edição do Rio Open, em 2014. Nos dois anos seguintes, foi eliminado nas semifinais. Desta vez, o dono de nove títulos de Roland Garros optou por não viajar para o Rio.

Para compensar a ausência do espanhol, a organização se esforçou para trazer outros tenistas Top 10 e teve sucesso com Nishikori e o austríaco Dominic Thiem. Atual número cinco do mundo, o japonês foi vice-campeão do US Open de 2014. Com 23 anos, Thiem é uma das promessas do circuito. Em 2016, faturou quatro títulos e subiu para o sétimo lugar do ranking – é o oitavo atualmente.

“Nós acreditamos na renovação”, afirma o diretor do torneio, Luiz Fernando Carvalho, que diz ter negociado com todos os tenistas do Top 10 do ranking da ATP. O maior obstáculo para trazer atletas do primeiro escalão foi o piso do Rio Open. A maior parte dos tenistas mira as competições de superfície dura nesta época da temporada, visando os Masters 1000 de Indian Wells e Miami, nos Estados Unidos. Por isso a organização do Rio Open cogita mudar o local de competição a partir de 2017 para o Parque Olímpico da Barra, de quadra dura.

Enquanto isso não acontece, os organizadores também apostam suas fichas em atletas com bom histórico no saibro, caso do espanhol David Ferrer, campeão do Rio Open em 2015, e do uruguaio Pablo Cuevas, atual vencedor. “Tenho boas recordações do torneio”, diz Ferrer, que buscará no Rio sua 700.ª vitória no circuito profissional.

Os brasileiros correm por fora na chave de simples. Thomaz Bellucci, atual número 1 do País e 75.º do mundo, só se destacou na primeira edição, quando foi até as quartas de final. Nas últimas duas temporadas caiu logo na estreia. Esse ano, Bellucci enfrentará Nishikori logo na estreia.

A maior aposta da torcida da casa está nas duplas. Não por acaso. Bruno Soares e Marcelo Melo estão no Top 10 e conquistaram títulos de Grand Slam nas últimas duas temporadas. No Rio, jogarão com suas novas duplas pela primeira vez no Brasil. Soares atua ao lado de Jamie Murray desde o ano passado, enquanto Melo passou a jogar com o polonês Lukasz Kubot nesta temporada.

Soares chegou com antecedência ao Rio para facilitar a adaptação ao saibro, depois de uma sequência de jogos em quadra dura.

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