Julian Smith / EFE
Julian Smith / EFE

Novak Djokovic arrasa francês e decide o Aberto da Austrália contra Rafael Nadal

Caso conquiste o sétimo título do grand slam, sérvio se isolará como maior vencedor da história do torneio

Redação, Estadão Conteúdo

25 Janeiro 2019 | 09h09

A grande final do Aberto da Austrália, o primeiro Grand Slam da temporada, será decidida pelos dois melhores tenistas do ranking da ATP. Um dia depois do espanhol Rafael Nadal, o número 2 do mundo, arrasar o grego Stefanos Tsitsipas em sua semifinal, o sérvio Novak Djokovic, atual líder, fez o mesmo nesta sexta-feira contra o francês Lucas Pouille. Em 1 hora e 23 minutos, aplicou até um "pneu" para ganhar por 3 sets a 0 - com parciais de 6/0, 6/2 e 6/2.

"Tudo aconteceu do jeito que eu imaginei antes da partida. E um pouco mais também", disse Djokovic, ainda na quadra da Rod Laver Arena, logo após bater Pouille. O sérvio só perdeu quatro games para o francês, melhor do que Nadal fez contra Tsitsipas, que ganhou seis.

A final neste domingo é mais um capítulo da maior rivalidade do tênis. O confronto entre Djokovic e Nadal é o que tem o maior número de jogos na Era Aberta. Os dois já se enfrentaram 52 vezes no circuito profissional, com ligeira vantagem para o sérvio por 27 a 25. Esta será a 24.ª final entre eles, sendo a oitava em Grand Slams. Na Austrália, em 2012, o número 1 do mundo venceu uma dramática decisão de 5 horas e 53 minutos. "Eu definitivamente quero comprar um ingresso para essa partida. Mas ainda não tenho", brincou.

Contra Nadal, Djokovic buscará um recorde no Aberto da Austrália. Com seis taças, ele está empatado com o suíço Roger Federer e o australiano Roy Emerson entre os homens com maior número de títulos na história do torneio e tenta se isolar nesta estatística. Esta será a sua 24.ª final de Grand Slam, sendo a sétima em Melbourne, onde nunca perdeu. No total são 14 conquistas de Majors, perto de Federer (20) e Nadal (17).

Para a decisão deste domingo, Djokovic chega com um retrospecto fantástico nos últimos Grand Slams. Atual campeão de Wimbledon e do US Open, o sérvio está invicto há 20 partidas neste tipo de torneio. Mas não é novidade, já que ele já chegou a vencer os quatro Grand Slam de forma consecutiva, entre Wimbledon, em 2015, e Roland Garros, em 2016.

Já Pouille só tem o que comemorar, apesar da dura derrota desta sexta-feira. Agora treinado pela ex-tenista francesa Amelie Mauresmo, o francês disputou sua primeira semifinal de Grand Slam na carreira. Ex-Top 10, é o atual 31.º do ranking e voltará aos 20 melhores com a campanha em Melbourne.

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