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Christophe Archambault /AFP
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Número 3 do mundo, Thiem afirma ser contrário às doações para ajudar tenistas

Programa visa ajudar atletas afetados pela pausa nos torneios; austríacos diz que prefere doar 'para quem realmente precisa'

Redação, Estadão Conteúdo

26 de abril de 2020 | 19h51

O austríaco Dominic Thiem é contra o fundo de solidariedade criado pelas entidades que comandam o tênis para apoiar os jogadores com pior ranking enquanto os torneios estiverem suspensos por causa da pandemia do novo coronavírus. Em entrevista ao jornal austríaco Kronen Zeitung, o atual número 3 do mundo na ATP explicou a sua posição. "Nenhum desses jogadores luta para sobreviver. Durante o ano, vejo muitos que não dão tudo ao tênis. Muitos não são profissionais, não vejo porque lhes dar o meu dinheiro", disse.

O fundo em questão, o "Player Relief Programme", é uma iniciativa conjunta da Federação Internacional de Tênis (ITF, na sigla em inglês), da Associação de Tenistas Profissionais Feminina (WTA), da Associação de Tenistas Profissionais (ATP) e dos quatro Grand Slams, que pretende "fornecer a assistência necessária aos jogadores particularmente afetados durante a crise do coronavírus (covid-19)".

"Prefiro fazer doações a pessoas ou instituições que precisem mesmo. Nenhum trabalho no mundo garante um grande sucesso no início da carreira, nenhum dos jogadores do topo (do ranking) teve isso assegurado e temos de lutar para subir no ranking", acrescentou Thiem, de 26 anos, que acumula US$ 28,3 milhões (R$ 160 milhões) em premiações de torneios na carreira, sendo US$ 1,7 milhão (R$ 9,51 milhões) só neste início de temporada.

O tenista assegurou que não vai voltar aos treinos, mesmo com o provável relaxamento do isolamento social na Áustria, e que apenas o fará quando estiver definido o novo calendário da ATP. "Tendo em conta que as competições não recomeçam antes de três ou quatro meses, pelo menos, é impossível treinar sem pausas até lá. Basta um mês de preparação física", pontuou.

Toda as atividades do tênis pelo mundo estão suspensas pelo menos até 13 de julho devido à pandemia, que a nível global já provocou mais de 205 mil mortos e infectou mais de 2,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Perto de 800 mil doentes foram considerados curados.

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