Alejandro Pagni/AFP
Alejandro Pagni/AFP

'O tênis sobreviverá sem Federer, sem Djokovic  e sem mim', diz Nadal

Espanhol aposta no surgimento de novos talentos para superá-los

O Estado de S. Paulo

11 Março 2015 | 11h06

 Desde o dia 2 de fevereiro de 2004, quando Roger Federer desbancou o americano Andy Roddick da liderança do ranking da ATP, apenas o suíço, o sérvio Novak Djokovic e o espanhol Rafael Nadal figuraram no topo da lista de melhores do tênis. O domínio do trio já dura mais de 11 anos, mas Nadal acredita que o tênis não ficará carente após a aposentadoria deles.

"O tênis sobreviverá sem o Federer, sem o Djokovic e sem mim", disse o espanhol, em entrevista ao programa Mats Point, da tevê Eurosport. Assim como na última década, o trio é quem domina todo o circuito mundial. A prova está na última lista da ATP. Djokovic aparece no topo com 13.205 pontos, seguido por Federer, com 9.205 e por Nadal, com 5.675 A distância do espanhol para o sérvio é grande, mas justifica-se por causa de longo período machucado. Recuperando sua melhor forma, ele espera se aproximar do rival.

Para isso, quer realizar uma grande disputa no Torneio de Indian Wells, no qual estreia diante do holandês Igor Sijsling, mas terá Federer pelo caminho pois caíram no mesmo lado da chave. Encontro com Djokovic, só numa eventual decisão. E ele confia na realização dos "clássicos" no torneio americano, apesar de garantir que o tênis é maior do que os três.

"O tênis vai sobreviver sem nós, ele é mais importante do que apenas três jogadores", afirmou. "Mas é verdade que há sempre as gerações mais populares que levam o esporte a outro nível, o que aconteceu na minha", observou. "Provavelmente aconteceu em outras eras e pode acontecer em poucos anos."

Mas o pensamento de Nadal nos próximos torneios não sai mesmo de Djokovic e de Federer. O espanhol sonha em superar Pete Sampras no número de conquistas de Grand Slams (divide com o americano já aposentado 14 conquistas) e está na busca de Federer, recordista com 17. E não esquece de Djokovic que já levou 8. Sua grande chance será em Roland Garros, onde já ganhou nove vezes.

"Claro que gostaria de superar o Sampras e buscar minha 15ª conquista de Grand Slam e vou dar o melhor de mim para alcançar esse número. Mas primeiro tenho de pensar dia a dia, torneio a torneio. Estou num momento da minha carreira que necessito levar meu tênis e meu físico ao nível mais alto para ter oportunidades reais de competir por todas essas coisas de novo", reconhece. 

O DOMÍNIO DO TRIO NA LIDERANÇA DO RANKING 

Roger Federer (302 semanas)

De 2/2/2004 a 17/8/2008 - 237 semanas

De 6/7/2009 a 6/6/2010 - 48 semanas

De 9/7/2012 a 4/11/2012 - 17 semanas

Rafael Nadal (141 semanas)

De 18/8/2008 a 5/7/2009 - 46 semanas

De 7/6/2010 a 3/7/2011 - 56 semanas

De 7/11/2013 a 6/7/2014 - 39 semanas

Novak Djokovic (136 semanas)

De 4/7/2011 a 8/7/2012 - 53 semanas

De 5/11/2012 a 6/10/2013 - 48 semanas

De 7/7/2014 até o momento - 35 semanas

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