Oncins: "Saio de cabeça erguida"

O sonho de Jaime Oncins em ser o capitão da equipe brasileira da Copa Davis não durou o suficiente nem para que ele pudesse estrear, no confronto contra o Paraguai, de 9 a 11 de abril. Abatido e frustrado com toda a polêmica que envolveu sua nomeação, o ex-tenista renunciou ao cargo nesta quarta-feira, depois de ver que praticamente todo o time já havia aderido ao boicote e não poderia mais contar com Gustavo Kuerten, Flávio Saretta e nem mesmo André Sá.Ao anunciar a renúncia, Oncins leu um comunicado e mostrou-se preocupado em não querer aparecer como culpado pelo boicote, embora sua indicação para o cargo - substituindo Ricardo Acioly -, no final de fevereiro, na Costa do Sauípe, tenha sido o estopim para a crise do tênis brasileiro. Oncins teve o cuidado, inclusive, de mostrar um vídeo em que Gustavo Kuerten, em entrevista coletiva realizada no dia anterior em Florianópolis, revelava a razão de sua saída da equipe por não concordar com a atual administração da CBT e não teria nada pessoalmente contra o novo técnico. "Eu ouvi de Guga que sua decisão em não jogar a Davis tornou-se ainda mais difícil por eu ser o capitão", afirmou Oncins. "Por isso, saio de cabeça erguida e com a esperança de, no futuro, os jogadores voltem a disputar a Davis e eu possa realizar meu sonho." Apesar da esperança, a situação de Oncins agora ficou bastante comprometida. Afinal, ele renunciou à indicação do atual presidente da CBT, Nelson Nastás, e não é um nome de prestígio no grupo de oposição na entidade. Assim, suas chances de receber um novo convite são remotas.

Agencia Estado,

10 de março de 2004 | 17h39

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