Mike Nelson|EFE
Mike Nelson|EFE

ONU suspende Maria Sharapova do cargo de embaixadora

Tenista russa sofre mais um revés na carreira após doping

Estadão Conteúdo

15 de março de 2016 | 13h30

Após perder três patrocinadores, Maria Sharapova sofreu mais um revés após o anúncio do seu teste positivo para doping. Em mais um desdobramento do caso, a tenista russa foi suspensa do cargo de embaixadora da boa vontade do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que pertence à Organização das Nações Unidas.

"Diante do recente anúncio da senhora Sharapova, nós suspendemos na semana passada o cargo dela como embaixadora da boa vontade e toda atividade planejada com a sua participação enquanto a investigação estiver em andamento", declarou o PNUD, que é uma agência da ONU especializada no combate à pobreza e à igualdade.

No mesmo comunicado, o Programa da ONU, sediado em Nova York, agradece o trabalho de Sharapova no cargo que ela ocupou durante nove anos. "O PNUD continua grato a Maria Sharapova pelo apoio que deu ao nosso trabalho, especialmente quanto à recuperação de comunidades atingidas pelo acidente nuclear de Chernobyl."

Sharapova integrava o PNUD desde 2007 e tinha como companhia outros esportistas famosos, como Ronaldo, Zinedine Zidane, Didier Drogba e a Marta, além de personalidades, como o ator Antonio Bandeiras. Eles seguem na lista dos embaixadores de boa vontade representando a ONU em eventos pelo mundo.

A tenista russa foi suspensa por ter sido flagrada em teste antidoping para o medicamento Meldonium, também conhecido como Mildronato. Ela mesmo anunciou o resultado na segunda-feira da semana passada. Desde então a ex-número 1 do mundo vem recebendo críticas e más notícias.

Um dia depois do seu anúncio, Sharapova perdeu o apoio de três grandes patrocinadores: Nike, TAG Heuer e Porsche. Afastada das competições provisoriamente, a russa agora aguarda o julgamento do seu caso, detectado durante o Aberto da Austrália, em janeiro. A punição poderia chegar a quatro anos de suspensão.

Em sua defesa, a atleta diz que tomava o medicamento contendo a substância há dez anos. E lembrou que o Mildronato só entrou na lista proibida da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) em janeiro deste ano. Após o anúncio de Sharapova, dezenas de outros casos foram divulgados pela Wada.

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