Para Guga, Barcelona mudou a história

O abandono de Gustavo Kuerten na partida diante de Gaston Gaudio, no torneio de Barcelona, há um mês, serviu como um aviso. Guga precisaria fazer algo de novo para recuperar o seu bom tênis, a regularidade e ter condições físicas de brigar pelas vitórias. "Tinha de parar", confessou Guga. "Foi um aviso. E tomei consciência das coisas que precisaria fazer." Desde a cirurgia no quadril, há dois anos, Guga vem lutando com seu físico. A decisão de jogar torneio atrás de torneio, jamais lhe deu tempo e condições para fazer uma reabilitação adequada. Mas, em Barcelona viu uma outra realidade. Passou pelo médico da Federação Espanhola de Tênis, Angel Ruiz-Gottorro, que lhe disse uma verdade: "tênis não lhe falta, o que precisa é físico". Guga passou então a lutar contra o tempo. Chamou a sua fisioterapeuta Mariângela Lima, contou com orientação médica e iniciou a reabilitação, abdicando de treinar tantas horas como fazia antes. "O mais difícil para mim agora é encontrar este equilíbrio. De quantas horas devo treinar e ficar disputando torneios. Só tenho uma certeza: a de que o processo de recuperação é lento e demorado." Ainda neste estágio, Guga não conseguiu se livrar das dores. Por isso, vem chamando com frequência a assistência do fisioterapeuta nas partidas. "Peço para passar um creme que mantém a musculatura aquecida e alivia a dor", diz. "De resto tenho sempre de cumprir uma rotina, de massagens, relaxamento e fisioterapia."

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