Benoit Tissier / Reuters
Benoit Tissier / Reuters

Pego no doping, Thomaz Bellucci volta a competir dia 5 de fevereiro

Tenista testou positivo no exame realizado em 18 de julho para a substância hidroclorotiazida

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

04 Janeiro 2018 | 17h15

Thomaz Bellucci só voltará a competir de forma oficial no ATP de Quito, que começa em 5 de fevereiro. Ele testou positivo no exame antidoping realizado em 18 de julho para a substância hidroclorotiazida e está suspenso até 31 de janeiro. O tenista alega que consumiu multivitamínicos contaminados e que isso teria causado o resultado positivo.

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"Jamais tomei algum tipo de suplemento ou qualquer outra substância que fosse me favorecer ou que fosse infringir as regras do fair-play do esporte. Nunca poderia imaginar que um multivitamínico feito em uma farmácia de manipulação pudesse sofrer contaminação cruzada em doses mínimas", disse o atleta.

A substância hidroclorotiazida é proibida pela Wada e em sua defesa Bellucci enviou frascos do multivitamínico para análise em laboratório dos Estados Unidos e Canadá, que comprovaram a contaminação em diversos frascos. Ele também fez exames de urina e cabelo, voluntariamente, para tentar provar sua inocência.

A ITF (Federação Internacional de Tênis) analisou os argumentos de Bellucci, mas optou por punir o jogador, por achar que ele deveria ter observado melhor os frascos. De qualquer forma, diante das explicações, a entidade colocou uma pena branda, de apenas cinco meses, em uma situação que poderia tirar o jogador de ação por até quatro anos.

Com isso, a suspensão teve início em 1º de setembro de 2017 e termina no dia 31 de janeiro. "Fiquei muito chocado com tudo o que aconteceu e tomarei as medidas cabíveis contra a farmácia de manipulação, pois esse erro prejudicou minha carreira", comentou o tenista, que embarca nesta quinta-feira para os Estados Unidos e já pensa na sequência da temporada.

O tenista de 30 anos, nascido em Tietê, no interior paulista, não entra em quadra desde o US Open, em agosto, e vinha se recuperando de uma ruptura do tendão de Aquiles. Ele  está de mudança para a Flórida, nos Estados Unidos, a fim de voltar à sua melhor forma física e técnica. O atleta começou 2017 como 61º do mundo, mas no ranking desta semana está na 112ª posição, classificação que o deixa fora da chave principal das maiores competições.

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