Sergio Perez / Reuters
Sergio Perez / Reuters

Pego no exame antidoping, tenista chileno Nicolás Jarry recebe pena de 11 meses

Atleta afirma que é inocente, mas aceita punição para evitar mais desgaste à carreira

Redação, Estadão Conteúdo

20 de abril de 2020 | 16h18

O tenista chileno Nicolás Jarry, que já esteve no Top 50 do ranking da ATP e ocupa atualmente o 89.º lugar, conheceu nesta segunda-feira a extensão da sua suspensão por violação de um exame antidoping realizado em novembro do ano passado. O atleta de 24 anos, que estava suspenso provisoriamente desde janeiro e aguardava julgamento, foi punido por 11 meses. A pena começou a valer em 16 de dezembro de 2019 e poderá voltar a competir na semana de 15 de novembro.

O número 2 do Chile testou positivo para dois tipos de esteroides - Ligandrol (SARM LGD-4033) e Stanzolol - proibidos pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) e, ainda que tenha conseguido provar que houve contaminação cruzada em suplementos produzidos no Brasil, a Federação Internacional de Tênis (ITF, na sigla em inglês) considerou que houve irresponsabilidade e negligência por parte do chileno.

Nicolás Jarry já reagiu à suspensão em um comunicado oficial divulgado nesta segunda-feira. "Consegui provar a minha versão, mas aceitei com humildade 11 meses de suspensão. Continuar este processo iria arrastar o meu desgaste e afetar ainda mais a minha carreira esportiva. Agradeço a todos aqueles que me apoiaram neste processo", afirmou o chileno, que deixou uma mensagem emocionada em suas redes sociais na qual reflete sobre a importância deste episódio na sua vida.

Este caso de Nicolás Jarry é em tudo semelhante ao da tenista brasileira Beatriz Haddad Maia, que foi suspensa exatamente pela mesma razão e durante o mesmo período de tempo. A pena de Bia Haddad acabou no último dia 22 de março.

A ITF ainda destacou os sucessivos casos de doping por contaminação na América do Sul, que só em brasileiros, além de Bia Haddad, já atingiram o gaúcho Marcelo Demoliner e o paulista Thomaz Bellucci.

"É evidente que o consumo de suplementos personalizados, em particular aqueles feitos em farmácias compostas na América do Sul, acarreta um grau significativo de risco para esportistas sujeitos às regras antidopagem. A ITF adverte a todos que tomem extrema cautela ao considerar a possibilidade de usar suplementos", informou o comunicado da entidade.

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