Michael Dodge / EFE
Michael Dodge / EFE

Por quarentena de tenistas, ATP anuncia que Aberto de Austrália será em fevereiro

Primeiro Grand Slam do ano estava marcado para começar no dia 18 de janeiro

Redação, Estadão Conteúdo

17 de dezembro de 2020 | 09h13

A ATP anunciou nesta quinta-feira mudanças no calendário de 2021 e a principal delas é o adiamento de três semanas do início do Aberto da Austrália, o primeiro Grand Slam da temporada, realizado em quadras duras na cidade de Melbourne. Marcado previamente para começar no dia 18 de janeiro, ele será iniciado agora em 8 de fevereiro.

O atraso foi confirmado depois de semanas de intensas negociações entre o governo do estado de Victoria, onde fica Melbourne, e a Tennis Australia, entidade que organiza o Grand Slam, sobre os requisitos de segurança e quarentena para evitar a propagação da covid-19.

"Juntos, com o apoio do nosso torneio, jogadores, parceiros e a Tennis Australia, conseguimos nos adaptar e criar um começo de temporada emocionante", avaliou o presidente da ATP, Andrea Gaudenzi. "Saúde e segurança continuarão sendo essenciais para enfrentarmos os desafios que temos pela frente", acrescentou.

A ATP anunciou que os jogadores deverão permanecer em quarentena por 14 dias após a chegada a Melbourne, em conformidade com as regras sanitárias australianas. No entanto, um "ambiente controlado" permitirá que os atletas se preparem para suas partidas durante a quarentena.

Os jogadores viajarão para Melbourne entre 15 e 31 de janeiro, após a disputa do qualifying do Aberto da Austrália ser disputada em Doha, no Catar. "O calendário reconfigurado para o início da temporada de 2021 representa um enorme esforço colaborativo no tênis, sob circunstâncias desafiadoras", disse Gaudenzi.

O sérvio Novak Djokovic, número 1 do mundo, buscará o nono título na Austrália, depois de derrotar o austríaco Dominic Thiem na final em fevereiro deste ano. No feminino, a americana Sofia Kenin vai defender a taça conquistada ao vencer na decisão a espanhola Garbiñe Muguruza.

O diretor do Aberto da Austrália, Craig Tiley, disse que entre 25% e 50% das arquibancadas serão abertas ao público.

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