Prefeito minimiza temor sobre obras em Roland Garros

O prefeito de Paris Bertrand Delanoe minimizou neste sábado os riscos de que a reforma planejada em Roland Garros possa danificar um jardim botânico que fica próximo ao local que hospeda o Grand Slam francês. No início deste ano, a Federação Francesa de Tênis aprovou a manutenção do torneio em Roland Garros e as reformas nas instalações existentes, ao invés de mudar o local da realização da disputa.

AE-AP, Agência Estado

21 de maio de 2011 | 10h05

Grupos ambientalistas e moradores locais alegam que a construção de uma nova quadra com 5 mil lugares vai prejudicar a vegetação e as flores do jardim botânico de Serres d''Auteuil. "Posso dizer que não vai destruir uma única planta ou uma única flor", disse Delanoe. "Este jardim botânico será totalmente preservado".

Até 2016, Roland Garros terá 35 quadras, um novo centro de imprensa e uma quadra central com teto retrátil, permitindo partidas noturnas e com mau tempo. A previsão é de que a construção e as obras de reforma vão custar 275 milhões de euros. O Jardim Botânico do século 19, localizado a poucos metros da quadra central, tem uma grande variedade de flores e plantas tropicais.

"Em Paris, temos um dos mais rigorosos planos ecológicos e vamos respeitar as exigências relacionadas ao meio ambiente", disse Delanoe, acrescentando que algumas das flores que estão atualmente em Serres d''Auteuil serão realocados em outros parques e jardins parisienses.

"Eu nunca teria aceitado estragar este local", disse Delanoe. "Eu gostaria de lhe dizer que tudo o que já é bonito, aqui neste local será ainda mais bonito. As partes feias serão removidas. Eu posso dizer a você que Roland Garros de 2016 será mais bonito do que Roland Garros de 2010".

Tudo o que sabemos sobre:
tênisRoland Garrosreforma

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.