Presidente da CBT diz que não recua

Mesmo depois de Gustavo Kuerten anunciar que não disputará a Copa Davis, o presidente da Confederação Brasileira de Tênis, Nelson Nastás, garantiu que mantém todas suas decisões. Em comunicado oficial à imprensa, nesta terça-feira, o dirigente lamentou a posição de Guga, mas disse que não vai ceder à pressão dos jogadores e que nem vai renunciar ao seu mandato.?A Confederação Brasileira de Tênis lamenta a posição - de forma antecipada - do melhor tenista do País, Gustavo Kuerten, de não representar o Brasil na única competição em que os tenistas jogam em equipe?, diz o comunicado de Nastás, para depois garantir: ?Reitero que não vou ceder à pressão dos jogadores e cumpro meu mandato até o final do ano.?Toda polêmica começou pouco antes do Brasil Open, torneio disputado no final de fevereiro na Costa do Sauípe, quando Ricardo Acioly foi trocado por Jaime Oncins no comando da equipe brasileira da Davis. Os jogadores, principalmente Guga, não gostaram do fato de não terem sido consultados sobre a mudança. Além disso, questionaram a administração da CBT. E a confusão estourou apenas nesta terça, quando houve a desistência de Gustavo Kuerten.O presidente da entidade revelou que a Davis sempre foi prioridade da sua administração e que nunca questionou os resultados dos jogadores, mesmo após a queda para a Zona Americana com a derrota para o Canadá, no ano passado. Ele também disse que, após o confronto com os canadenses, notou a necessidade de mudança. ?Comecei a sentir que o Ricardo Acioly estava perdendo a liderança da quipe. E o Jaime Oncins era um nome de consenso entre todos?, explicou o dirigente. ?Quanto à troca de capitão e a escolha do local do confronto com o Paraguai, a CBT não vê a obrigatoriedade de consultar a equipe sobre qualquer decisão tomada.?Nastás defende a sua administração: ?Ao longo desses dez anos à frente da CBT, nunca fui questionado diretamente por nenhum jogador sobre o que estava sendo feito pelo tênis brasileiro?. E enumera seus feitos: ?Ressaltamos que estamos sim construindo o futuro do esporte. Atualmente, 14 juvenis estão disputando torneios fora do Brasil, com todas as despesas pagas pela entidade. Vislumbrando também a possibilidade de termos uma dupla feminina na Olimpíada de Atenas, as seis melhores jogadoras do País estão viajando para os Estados Unidos e Europa.?No final do comunicado, Nastás faz um apelo aos demais tenistas, temendo que eles acompanhem Guga. ?Esperamos lucidez dos demais jogadores, pois infelizmente quem perde mais uma vez é o tênis brasileiro.?

Agencia Estado,

09 de março de 2004 | 14h34

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