Jason Reed / Reuters
Jason Reed / Reuters

Presidente da ITF revela plano de mudar também o formato da Fed Cup

Proposta da entidade é que a próxima edição da Davis tenha o Grupo Mundial disputado somente em uma semana do ano, em novembro

Estadão Conteúdo

17 Maio 2018 | 22h26

Após causar polêmica ao anunciar mudanças no formato da Copa Davis, o presidente da Federação Internacional de Tênis (ITF, na sigla em inglês), o norte-americano David Haggerty revelou que pretende repetir as mesmas alterações na Fed Cup, a versão feminina da Davis.

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A proposta da ITF é que a próxima edição da Davis tenha o Grupo Mundial disputado somente em uma semana do ano, em novembro. A competição reuniria 18 países numa sede única, que variaria a cada ano, com disputa de fases de grupos e mata-mata. Os confrontos seriam em melhor de três sets - atualmente é melhor de cinco - e os playoffs e os Zonais continentais manteriam o formato atual.

As mudanças devem entrar em vigor já na temporada 2019. O passo seguinte, segundo Haggerty, é fazer o mesmo com a Fed Cup. "Depois vamos tentar fazer a mesma coisa com as mulheres, seguindo o que estamos fazendo na Copa Davis", afirmou o presidente da ITF, que ainda luta para buscar apoio na implementação das mudanças.

"Fui eleito há três anos diante da cobrança de fazer mudanças. A primeira delas é na Copa Davis porque acredito que existe uma possibilidade fantástica de aumentar o tamanho do Grupo Mundial, de ter mais países competindo, como uma verdadeira Copa do Mundo. Primeiro round com 24 nações e depois a final com 18 países em novembro, quando a temporada está no fim, em uma cidade icônica, com os jogadores tops representando suas nações", declarou.

"Acho que essa mudança será significativa para a ITF, mas mais importante ainda para os países, para o desenvolvimento da Next Generation pelo mundo", disse, ao se referir à nova geração de tenistas no circuito profissional.

Apesar das críticas ouvidas de jogadores e treinadores, Haggerty garante ter o apoio dos tenistas. "Acredito que as mudanças na Copa Davis foram feitas muito perto dos jogadores. A ideia da final surgiu num encontro de jogadores há alguns anos. Acho que a maioria deles acredita nesta mudança", declarou.

Para este contato com os atletas, o norte-americano conta com a ajuda do brasileiro André Sá, nomeado representante da entidade junto aos jogadores neste ano. "Sá foi uma escolha perfeita porque ele acabou de se aposentar, é ex-membro do Conselho de Jogadores, é técnico do Thomaz Bellucci. É uma grande oportunidade porque não é um trabalho integral, mas é muito importante. O André tem nos ajudado muito, principalmente em ter o feedback dos jogadores quanto às mudanças na Copa Davis", afirmou o dirigente.

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