Willaim West/AFP
Willaim West/AFP

Prestes a retornar às quadras, Serena Williams reforça cuidados contra a covid-19

Tenista norte-americana faz planos para jogar o US Open, Roland Garros e o restante do calendário da WTA

Redação, Estadão Conteúdo

09 de agosto de 2020 | 14h14

Seis meses se passaram desde o último torneio em que atuou a americana Serena Williams. A tenista de 38 anos tem um histórico de cirurgias recentes e, por isso, reforça os cuidados em relação ao coronavírus. Agora, ela tem está prestes a voltar às quadras para jogar nesta semana o Torneio de Lexington, nos Estados Unidos.

Será a primeira competição oficial no período de isolamento nos Estados Unidos. Serena também se cuida porque faz planos para jogar o US Open, Roland Garros e o restante do calendário da temporada da WTA.

O Torneio de Lexington, jogado em quadra dura, foi incluído recentemente no calendário e servirá como preparação para o US Open, em Nova York, marcado para começar no dia 31 deste mês. Há, porém, uma preocupação com a competição, já que a região de Kentucky vive o alerta do recrudescimento do coronavírus, sendo que o estado americano registrou mais de 500 novos casos na última sexta.

O primeiro evento WTA nos Estados Unidos desde março será realizado em um palco sem espectadores e incluirá tenistas como Venus Williams, irmã de Serena, Victoria Azarenka, Sloane Stephens e a jovem em ascensão Coco Gauff.

Serena Williams, atualmente nona no ranking da WTA, participará de seu primeiro campeonato desde que disputou em fevereiro a Fed Cup, competição entre países. Neste ano, a americana também disputou o Torneio de Auckland, na Nova Zelândia, do qual foi campeã, e parou na terceira fase do Aberto da Austrália. A pandemia de coronavírus rapidamente forçou a suspensão de todos os esportes em um mês e deu início a um longo período sem jogos.

Serena tem um histórico de coágulos e embolia pulmonar que afetou sua capacidade pulmonar. Ela tem sido "extremamente cautelosa", evitando a exposição à covid-19. A veterana reconheceu durante uma coletiva de imprensa virtual no sábado que tem "estado um pouco enclausurada", além de ter comprado 50 máscaras e levado o distanciamento social muito a sério.

Serena e Azarenka entram no torneio com a mente aberta, dispostas a voltar às quadras, e se enfrentam logo na primeira rodada, nesta segunda-feira. "Você tem de começar em algum lugar", disse a bielorussa, duas vezes campeã do Aberto da Austrália e que atualmente ocupa o 58º lugar no ranking da WTA.

"Você pode treinar até certo ponto, mas não há nada como jogar jogos oficiais. Não sei o que esperar, já que só joguei sem fãs uma vez em Charleston. Será um ajuste", acrescentou Azarenka, em referência ao fato de competir sem torcedores nas arquibancadas.

Serena é a única participante do torneio que figura entre as 10 melhores jogadores do mundo e presumivelmente a favorita, independentemente das circunstâncias. Ela busca seu 24º título de Grand Slam para empatar com a recordista Margaret Court.

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