Procura-se uma equipe para a Davis

O Brasil está a procura de um time para jogar a Copa Davis, de 9 a 11 de abril, diante do Paraguai. Oferece-se prêmios em dólares, cerca de US$ 6 mil (R$ 18 mil) só para um jogo de simples, com possibilidade de ganhar o dobro ou o triplo, em caso de duas ou três participações no confronto. Há a garantia ainda de os jogos serem transmitidos pela SporTV, com oportunidades de ganhos maiores, através de patrocínios. Nem assim, a CBT parece que recebeu nenhum interessado até agora, especialmente depois de Gustavo Kuerten ter confirmado que realmente não joga a Davis, enquanto Nelson Nastás estiver na presidência da entidade.Para a situação não se transformar quase numa proposta de emprego de anúncios classificados, as negociações estão visando agora ter o número 2 e 3 do País, respectivamente, os tenistas Flávio Saretta e Ricardo Mello, ambos integrantes da mesma equipe, dirigida pelo ex-jogador Carlos Chabalgoity, tendo como técnicos Fernando Roese e João Zwetsch. Se Guga deu de ombros para qualquer ameaça de patrocinadores que gostariam de vê-lo defendendo o Brasil diante do Paraguai, outros tenistas não podem se dar ao mesmo luxo. Saretta, especialmente, assinou recentemente contrato com um banco e está sofrendo pressões para voltar atrás e jogar a Davis.Assim como Guga, Saretta está nos Estados Unidos, se preparando para a disputa do Masters Series de Key Biscayne. Mesmo que não aceite defender o Brasil, dificilmente ocorreria um w.o. - não comparecimento - da equipe brasileira. Muitos outros jogadores em busca de um lugar ao sol, ou mesmo juvenis, não teriam como recusar a oportunidade de ganhar bons prêmios em dólares e integrar uma equipe oficial da Davis.A situação terá de se resolver até o dia 30, prazo para inscrição de jogadores. Por sua vez, a CBT mandou novo comunicado com os editais de convocação para assembléias, tanto de aprovação de contas, como para eleição de nova diretoria. Nastás justifica que tem de cumprir prazos e registrou compromisso de não seguir à frente da entidade. Com isso, garante que atendeu todas as exigências dos jogadores. Só avisa que não cederá a "golpes" e espera que prevaleça o processo democrático.

Agencia Estado,

19 de março de 2004 | 18h03

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