Público e Almagro surpreendem no Brasil Open

Espanhol vence ex-campeão de Roland Garros, Carlos Moya, por 2 sets a 1 na final

Chiquinho Leite Moreira, O Estado de S. Paulo

17 de fevereiro de 2008 | 19h36

Numa final sem Guga ou qualquer outro tenista brasileiro, a torcida deu o tom na decisão do título do Brasil Open na Costa do Sauípe, praticamente lotando as arquibancadas. Na quadra, uma outra surpresa, a vitória de Nicolas Almagro diante do principal favorito e ex-campeão de Roland Garros, Carlos Moya, que lutou muito, mas acabou perdendo por 2 sets a 1, parciais de 7/6, 4/6 e 7/5. Almagro comemorou com entusiasmo e levou como prêmio US$ 77,3 mil e deverá ficar entre os 25 primeiros do ranking da ATP na lista desta segunda-feira.   Nas duplas, a festa ficou para os brasileiros André Sá e Marcelo Melo que ao venceram os espanhóis Santiago Ventura e Albert Montañes por 46, 62 e 10 a 7, conquistaram o título do Brasil Open. Os dois brasileiros dividiram um prêmio de US$ 23 mil e irão ficar entre os 30 primeiros na classificação da modalidade.   O sucesso de público e o interesse de uma forma geral pelo evento levaram os organizadores (Koch Tavares) a investir no crescimento do Brasil Open. No próximo ano a premiação irá superar a casa de meio milhão de dólares a as instalações na Costa do Sauípe serão melhoradas com a construção de mais duas quadras.   O diretor do torneio, Fernando Von Oertezen, revela-se com muitas expectativas para a edição de 2009. Não descartou, porém, a possibilidade de o Brasil Open deixar de ser disputado na Costa do Sauípe e ir para centros como São Paulo ou Rio. Mas, se a competição se mantiver na Bahia, o que é provável, a Koch Tavares irá ampliar ainda mais as facilidades para jogadores e público.   "Se renovarmos nosso contrato com a Costa do Sauípe, queremos não só queremos manter as atuais condições como melhorá-las", disse Von Oertezen. "Em São Paulo temos um público cativo de tênis e o Rio é sempre uma atração internacional." Outra boa notícia para o Brasil Open é que a competição não sofrerá mais com a proximidade da Copa Davis. Em 2008 a Davis só começaria em março o que facilitaria as negociações para trazer novas atrações do tênis como Fernando Gonzáles, David Nalbandian, Tommy Robredo e Marat Safin.

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