Rafter preocupa Austrália na Davis

Tanto o tenista australiano Patrick Rafter quanto a quadra de grama instalada no Rod Laver Arena de Melbourne, onde a Austrália receberá a França na final da Copa Davis, necessitam de cuidados. O jogador está machucado e a grama, maltratada. Mas os jogos começam assim mesmo, nesta quinta-feira, às 21h30 pelo horário brasileiro, com transmissão da SporTV e DirecTV.Sem conseguir chegar à Copa do Mundo de futebol, a Austrália vai tentar o 28º título da maior competição de tênis entre nações. Os australianos respiram tênis desde o Masters Cup de Sydney, que terminou no dia 18. E continuarão respirando até janeiro, quando acontece o Aberto da Austrália.Rafter, de 28 anos, sofre com uma tendinite crônica no braço direito que poderá complicar sua participação na confronto. O capitão australiano John Fitzgerald está esperando que Rafter dispute a primeira partida de simples nesta quinta-feira, mas nada está definido até que os médicos o liberem.A outra partida de simples terá o número 1 do mundo, Lleyton Hewitt. Falta definir quem jogará duplas pela Austrália.Depois de uma semana de treinamento e tratamento diário, Rafter fez vários exames nesta quarta-feira para ver se seu braço agüentará o esforço de uma competição disputada em melhor-de-cinco sets. "Acredito que ele estará na quadra, mas não poderia apostar minha vida nisso. Pat é muito profissional e confio em sua decisão", disse Fitzgerald. Depois da final da Davis, Rafter pensa em fazer uma longa pausa - quem sabe até deixar o circuito profissional -, para tratar dos problemas no braço e no ombro.Porém, mesmo não estando bem fisicamente, o capitão francês Guy Forget afirma que "em 80% de capacidade, Pat é melhor que seu parceiro Wayne Arthurs e hoje me pareceu que estava sacando de forma decente". O estado físico de Rafter não é a única coisa que preocupa os membros das duas equipes. Os australianos têm vantagem de 10 a 3 sobre os franceses na Davis. E em confrontos sobre a grama a vantagem aumenta para seis a um.A grama do Rod Laver é justamente o que chama a atenção dos capitães dos dois times. A Austrália escolheu jogar na grama porque é sua superfície favorita. Hewitt ganhou torneios nesse tipo de piso este ano. Rafter disputou as duas últimas finais em Wimbledon, também na grama. Mas o capitão francês alertou para a grama híbrida instalada sobre o cimento do Rod Laver Arena. "Estou preocupado com a rapidez com que estão aparecendo desgastes no piso. Talvez a grama seja muito nova, não tenha criado raízes suficientes", disse Guy Forget.A grama foi colocada há apenas uma semana e testada somente nos treinos de segunda-feira. "Vejo as pessoas que cuidam do piso preocupadas enquanto repõem os buracos que aparecem."Wally Masur, que treina a equipe australiana, tentou amenizar. "Talvez não fique bonito para assistir pela televisão, mas permite que se jogue muito bem. No momento, a grama está igual à que vemos no terceiro dia de competições em Wimbledon."O sorteio das partidas será realizado na madrugada desta quinta-feira (horário brasileiro). Os australianos têm 27 títulos na Davis - só perdem para os Estados Unidos, que têm 31. A França foi campeã 8 vezes. No ano passado, a Austrália perdeu a final para a Espanha, em Barcelona.

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