Reprodução/Twitter
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Recuperada da covid-19, vice da ITF doa plasma para ajudar vítimas da pandemia

Katrina Adams conta que teve 'sorte' ao ser infectada antes dos números de casos dispararem em Nova York

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2020 | 10h19

Um dos três casos confirmados do novo coronavírus de pessoas ligadas ao tênis, a norte-americana Katrina Adams, vice-presidente da Federação Internacional de Tênis (ITF, na sigla em inglês), anunciou no domingo que, já recuperada da covid-19, em sua casa em Nova York, doou plasma para salvar outras pessoas doentes.

"Tive sorte. Fui infectada no começo de março antes dos números de Nova York darem um salto e o pânico se instaurar", disse Katrina Adams, que é ex-presidente da Federação Americana de Tênis, a USTA, que organiza o US Open. "Tive sintomas brandos, algumas dores no corpo e uma febre baixa durante a noite. Testei positivo e não sofri muito".

A norte-americana chegou a cancelar uma viagem para a Suíça para um encontro do Comitê Executivo da ITF, mas se disse feliz por poder ajudar mais pessoas.

"A melhor parte é que depois me tornei candidata para doar meu plasma para salvar vidas de outras pessoas, já que meus anticorpos estão bem altos. Fui infectada por uma razão e essa foto me lembra de que algo bom vem disso. Sou abençoada por fazer a diferença para alguém", completou.

Além de Katrina Adams, o mundo do tênis teve outros dois casos confirmados de covid-19. O brasileiro Thiago Wild testou positivo no começo de março e recentemente saiu do isolamento. Ex-capitão dos Estados Unidos na Copa Davis, Patrick McEnroe segue isolado e em recuperação em casa.

Em Nova York, a USTA disponibilizou quadras cobertas de treinos do Billie Jean King Tennis Center, onde é realizado o US Open, para um hospital de campanha com 470 leitos para desafogar o sistema de saúde na cidade. Nos Estados Unidos são mais de 550 mil casos, com quase 22 mil mortes.

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