Revelações de Andre Agassi deixam mundo do tênis em choque

Presidente da ITF se diz 'surpreso e frustrado' com a revelação de que o ex-número 1 do mundo usou droga

Martyn Herman, Reuters

28 de outubro de 2009 | 16h00

O ex-tenista número 1 do mundo Andre Agassi chocou a comunidade do tênis internacional nesta quarta-feira, após admitir ter usado a droga recreativa "cristal" e mentido às autoridades do esporte para escapar de uma punição.

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Em sua autobiografia Open, o norte-americano descreve com franqueza como foi apresentado à droga em 1997 e o momento em que foi informado pela Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) que tinha sido flagrado em um exame antidoping.

O presidente da Federação Internacional de Tênis (ITF), Francesco Ricci Bitti, disse que ficou "surpreso e frustrado" com a revelação, e o chefe da Agência Mundial Antidoping (Wada), John Fahey, pediu que a ATP "jogue luz" nas circunstâncias que permitiram a Agassi escapar de uma punição.

No livro, Agassi, agora com 39 anos, falou sobre o momento em que usou a metanfetamina cristal pela primeira vez, quando sua carreira estava em queda livre.

O tenista, atualmente casado com a também ex-tenista número 1 do mundo Steffi Graf, com quem tem dois filhos, lembrou o momento em 1997 em que recebeu uma ligação de um médico da ATP informando sobre o doping.

Ele disse que a entidade desistiu de investigá-lo após ele ter enviado uma carta dizendo que tinha acidentalmente tomado um refrigerante com a droga que pertencia a um amigo. A admissão de que usou drogas pode colocar em dúvida um jogador considerado por muitos como um dos melhores de todos os tempo, além de expor uma falta de controle rígido da ATP naquela época.

"Essa é uma afirmação muito séria que, se for comprovada, é uma grande decepção vindo de um exemplo como Andre Agassi", disse Fahey. A ITF é responsável pelo programa antidoping da ATP desde 2006 e do circuito feminino WTA desde o ano passado.

"A ITF está surpresa e desapontada pelas declarações feitas por Andre Agassi em sua biografia admitindo o uso de substâncias proibidas em 1997", disse em comunicado Ricci Bitti.

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