Rio Open será disputado no Jockey e sonha com tenistas top 10 do ranking

Torneio em fevereiro integrará a série ATP 500 e distribuirá cerca de R$ 2,5 milhões em premiação

Leonardo Maia, Agência Estado

26 de março de 2013 | 17h01

RIO - A partir do ano que vem, o Rio de Janeiro se torna um dos vértices da turnê do tênis masculino. A cidade vai abrigar, entre 15 e 23 de fevereiro, o Rio Open, torneio que integrará a série ATP 500, o terceiro nível do circuito. A expectativa dos organizadores é de que se torne rotina anual a presença de estrelas do esporte na capital fluminense. Paralelamente ao evento dos homens, em um caso raro no circuito, será disputado um WTA International, da turnê feminina. As competições serão no Jockey Clube Brasileiro, na zona sul da cidade.

A IMX, braço de eventos do grupo EBX, do empresário Eike Batista, comprou a semana que pertencia a Memphis e promete manter o torneio no Rio de Janeiro "para sempre". O torcedor brasileiro, que sempre clamou por um campeonato que atraísse um grande número de top 10 do ranking mundial da ATP, desta vez deve ter seu desejo atendido.

O Rio Open será o único torneio da série 500 durante a sua semana no calendário e, além da pontuação elevada, vai distribuir cerca de R$ 2,5 milhões em premiação, na cotação atual - valor intermediário entre outros torneios do mesmo nível. No total, a IMX calcula que desembolsará R$ 25 milhões para realizar a competição. A premiação no feminino girará em torno de R$ 500 mil.

"Nessa semana só existem dois eventos 250, um na Europa e outro nos Estados Unidos. Seremos o torneio mais importante do mundo naquela semana no calendário", frisou o brasileiro André Silva, diretor do ATP Finals.

"Além do mais, os tenistas (top 30) são obrigados a disputar um mínimo de quatro eventos do tipo 500, de 11 possíveis. Portanto, há uma grande possibilidade de termos os melhores por aqui".

Ainda não há nenhum grande nome comprometido em participar do evento carioca, uma vez que os tenistas começam a traçar seu planejamento para a próxima temporada no segundo semestre. Mas os organizadores brasileiros e os membros da ATP e WTA têm a certeza da participação da elite masculina e feminina. "Em setembro vamos anunciar o primeiro nome. Nossa ideia é trazer dois ou três entre os top 10. Podemos esperar muitos atletas entre os top 30, até pela linha de corte de um torneio 500", comentou Marcia Casz, vice-presidente de esportes da IMX.

Os atrativos da cidade maravilhosa também são visto como um bônus para seduzir os tenistas indecisos, ainda mais em uma época em que o Rio de Janeiro estará fervendo com o carnaval. A única dúvida é se a escolha do saibro como piso vai afastar possíveis participantes que estarão em meio ao giro pelas quadras duras. "É difícil saber que tipo de piso os jogadores vão escolher. Mas haverá interesse pelo saibro nessa época do ano", garantiu Mark Young, diretor das Américas da ATP.

Na semana seguinte ao Rio Open, haverá o Brasil Open, em São Paulo, um torneio da série 250. Os dirigentes da ATP e os organizadores cariocas acreditam que não haverá um "canibalismo" do evento paulista, que tem menor premiação e pontuação. "Os dois eventos vão alimentar o interesse dos torcedores por um e por outro. Vamos atrair mais patrocinadores para as duas cidades", disse Young.

O Rio de Janeiro tentou recentemente trazer o ATP Finals (disputa entre os melhores tenistas no respectivo ano), mas Londres renovou o acordo por mais três anos. Nova oportunidade agora apenas em 2016. "Sem dúvida nenhuma ter um evento deste porte ajuda a mostrar que a cidade tem a capacidade de sediar o Finals", comentou Silva.

No Jockey Clube Brasileiro, serão cinco quadras para jogos, incluindo uma quadra central para sete mil pessoas que vai ser construída. As outras quadras estão em reforma. "Pelos próximos três anos, o Jóquei será nossa sede. Mas o natural é que depois de 2016 passemos a utilizar o complexo de tênis que será construído no Parque Olímpico (para os Jogos do Rio de Janeiro)", disse Marcia.

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