Ríos diz que Agassi é protegido

O chileno Marcelo Ríos encarregou-se neste sábado de botar mais fogo na história de doping do tênis envolvendo Greg Rusedski, pego no antidoping com Nandrolona ? e que atacou, de bate-pronto, a ATP (Associação dos Tenistas Profissionais), acusando seus técnicos de terem sido os responsáveis por recomendar suplementos com a droga (o britânico ainda declarou que foi apenas um dos 47 positivos, mas os outros não foram revelados). Ríos, conhecido por sua ?acidez?, disse que o sistema para detectar doping da ATP não é transparente, pois favorece jogadores mais conhecidos, como Andre Agassi. Em três dias, soube-se do doping do argentino Mariano Puerta (Clembuterol) e de Rusedski.Ríos não defendeu Rusedski. Aproveitou, sim, para centrar suas críticas em Agassi. Os comentários que fez sobre o norte-americano à Radio Chilena foram reproduzidos pelos jornais de Santiago. O tenista chileno disse que a ATP ?faz diferença? entre jogadores e citou como exemplo o ?Kid de Las Vegas?. ?Eu me pergunto: quem pode me garantir que fazem Agassi passar por exames antidoping? Tenho certeza de que não chegam perto dele. E se o pegam com nandrolona, não vão dizer. É um cara muito forte dentro do tênis. Não divulgariam porque há muitos interesses em jogo no esporte e Agassi é importante para o negócio.? Ríos disse mais: contou que na Austrália, em 2002, houve um controle de doping e Agassi sumiu, dizendo que iam seqüestrar seu filho. ?Eu adoraria que fizessem um antidoping com ele. Mas queria ver e ter certeza se estariam fazendo ? porque não sei quem manda, quem decide quem vai ser submetido e se realmente o fazem.? Pela ATP, o diretor de Comunicações Greg Sharko disse ao diário La Tercera de Santiago que os procedimentos da entidade são básicos e estão especificados no site Aptennis.com. Por Agassi, seu escritório de Las Vegas evitou comentários. Oficialmente, a ATP respondeu a Rusedski que os médicos do circuito deixaram de dar suplementos a jogadores em maio de 2003, dois meses antes de o britânico ser flagrado, devido ao alto número de positivos por Nandrolona.

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