Glynn Kirk/AFP
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Com Federer e Nadal em baixa, Djokovic tem caminho aberto para alcançar feito inédito no tênis

Semifinalista em Wimbledon, sérvio pode faturar o chamado Golden Slam, que significa vencer no mesmo ano todos os Grand Slam e ainda ganhar o ouro olímpico em Tóquio

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2021 | 10h00

Com Roger Federer e Rafael Nadal longe da forma física ideal, o caminho está livre para Novak Djokovic não apenas igualar os dois adversários como recordista de Grand Slam, mas também superá-los ainda este ano. Dono de 19 taças dos quatro grandes torneios do circuito do tênis, o sérvio está a apenas dois jogos de alcançar o feito de Federer e Nadal, que têm 20 títulos de Grand Slam. Para isso, Djokovic precisa superar nesta sexta-feira o canadense Denis Shapovalov na semifinal em Wimbledon e depois ganhar a decisão no domingo.

Em grande forma aos 34 anos, ao contrário de muitos tenistas que sofrem com as mudanças de ritmo impostas pela pandemia, Djokovic já venceu nesta temporada dois Grand Slam: o Aberto da Austrália e Roland Garros. Caso seja campeão em Wimbledon, ficará mais perto de alcançar outra marca, o Golden Slam, que significa vencer no mesmo ano todos os Grand Slam e ainda conquistar a medalha de ouro olímpica.

Se ganhar em Wimbledon e confirmar o favoritismo no US Open, o sérvio será o primeiro tenista na era Open, e o terceiro na história, a conquistar os quatro Grand Slam na mesma temporada, depois de Don Budge em 1937 e Rod Laver em 1962 e 1969.

A possibilidade de incluir na lista de conquistas o ouro olímpico nos Jogos de Tóquio aumentará ainda mais o tamanho da façanha de Djokovic. Nenhum homem até agora conquistou o Golden Slam. Entre as mulheres, apenas Steffi Graf, em 1988, conquistou os quatro Grand Slam e o ouro olímpico.

Para fazer história no tênis, Djokovic conta com um período ruim dos seus principais adversários. Nadal, por exemplo, está fora de Wimbledon e também desistiu da Olimpíada de Tóquio por problemas físicos. Da mesma forma, o austríaco Dominic Thiem, campeão do US Open, também abriu mão de Wimbledon e da Olimpíada devido a uma lesão no pulso. Octocampeão de Wimbledon, Federer caiu precocemente nas quartas de final e, prestes a completar 40 anos, colocou ida sua a Tóquio em dúvida. “Ainda não decidi”, disse.

Se os rivais não estão bem, Djokovic vive um grande momento da carreira. “Eu amo este esporte com todo o meu coração, corpo e alma. Às vezes, as coisas parecem irreais", disse o vencedor de 2019 e atual campeão de Wimbledon, já que o torneio não foi realizado em 2020 devido à pandemia de coronavírus.

O inédito Golden Slam está no horizonte de Djokovic e ele não esconde isso de ninguém. “Conquistei algumas coisas que muitas pessoas pensavam que não seria possível para mim. "Portanto, tudo é possível e coloco-me em boa posição para lutar pelo Golden Slam”, disse.

O seu treinador, Marian Vajda, segue o discurso. "Obviamente, seu objetivo e nosso objetivo, é o título olímpico e, em seguida, vencer o Grand Slam. Isso seria absolutamente excelente", disse.

ISSO É NOVAK DJOKOVIC

Data de nascimento: 22/05/1987 (34 anos)

Local de nascimento: Belgrado (Sérvia)

Local de residência: Mônaco (casado com Jelena Ristic, dois filhos)

Altura: 1,88 m

Peso: 77 kg

Posição no ranking: 1º (profissional desde 2003)

Treinadores: Marian Vajda e Goran Ivanisevic

Títulos: 83

Grand Slam: 19 títulos

Aberto da Austrália: 9 títulos (2008, 2011, 2012, 2013, 2015, 2016, 2019, 2020 e 2021)

Roland Garros: 2 títulos (2016 e 2021), 4 finais (2012, 2014, 2015 e 2020)

Wimbledon: 5 títulos (2011, 2014, 2015, 2018, 2019), 1 final (2013)

US Open: 3 títulos (2011, 2015, 2018), 5 finais (2007, 2010, 2012, 2013, 2016)

ATP Finals: 5 títulos (2008, 2012, 2013, 2014, 2015), 2 finais (2016, 2018)

Copa Davis: 1 título (2010)

ATP Cup: 1 título (2020)

Jogos Olímpicos: Bronze em Pequim-2008

Masters 1000: 36 títulos / Indian Wells (5), Miami (6), Monte Carlo (2), Roma (5), Canadá (4), Cincinnati (2), Madrid (3), Paris- Bercy (5) e Xangai (4) 

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