Cristiano Andujar/CBT
Cristiano Andujar/CBT

Rogerinho abre confrontos entre Brasil e Equador na Davis

Brasileiro encara Emílio Gomez na tarde desta sexta-feira

Nathalia Garcia, enviada especial a Belo Horizonte, O Estado de S. Paulo

14 de julho de 2016 | 11h59

O tenista Rogério Dutra Silva terá a responsabilidade de abrir a série de confrontos entre Brasil e Equador pela Copa Davis. O adversário será Emílio Gomez na sexta-feira, às 16h, em Belo Horizonte. Um sorteio realizado nesta quinta, no Minas Tênis Clube, definiu a ordem dos duelos. A disputa entre os países pela segunda rodada do Zonal Americano I vai até domingo. O vencedor se garante na repescagem do grupo mundial, que será disputada em setembro. 

“É bom abrir o confronto, achei bacana o sorteio. Vou fazer meu o melhor e quem sabe sair com o primeiro ponto e dar tranquilidade para o Thomaz e para a equipe”, avalia o brasileiro, que enfrentará o 317º colocado do ranking mundial.

Número 2 do País e 90 do mundo, Rogerinho volta a representar a equipe nacional na Davis depois de dois anos; sua última participação havia sido contra a Espanha, em setembro de 2014. A presença do tenista paulista nesta edição é fundamental para que ele possa disputar os Jogos do Rio, devido à exigência de somar três participações na competição entre países no ciclo olímpico, sendo uma vez nos dois últimos anos – 2015 e 2016.

No segundo confronto da sexta-feira, vinte minutos após a primeira partida, Thomaz Bellucci jogará contra Roberto Quiroz. O tenista número 49 do mundo, que esteve presente em momentos importantes do país na competição, fará sua 17ª participação na Copa Davis. No retrospecto geral, ele soma 18 vitórias e 13 derrotas. 

O rival equatoriano ocupa apenas o 434º lugar do ranking da ATP. Bellucci, entretanto, acredita que a disparidade entre eles no papel não será um problema para manter o empenho em quadra. “A nossa motivação é mais do que apenas focar no adversário, a gente quer apresentar um bom tênis e sair com a vitória desse fim de semana. Jogar dentro de casa é muito especial”, afirma.

Belo Horizonte recebe novamente a Copa Davis após quase dez anos. Em setembro de 2006, o Brasil foi superado pela Suécia por 3 a 1 pelo grupo mundial. Os mineiros Marcelo Melo e Bruno Soares mostram empolgação pela possibilidade de atuar em casa. “Poder jogar uma Copa Davis nesse ginásio, que já sediou tanta coisa importante, é uma emoção muito grande. Vamos estar jogando perto da família e amigos, será um fim de semana muito especial”, exalta Soares.

O Equador escalou inicialmente apenas dois tenistas para a sequência de jogos, deixando Gonzalo Escobar e Ivan Endara como suplentes. Mas o capitão Raul Viver pode alterar a formação da equipe até uma hora antes do início de cada partida e cogita o usar o recurso de acordo com o rumo da disputa. “Tenho quatro jogadores e posso fazer mudanças. Tenho confiança nos outros dois jogadores, que são experientes e podem jogar”, disse. 

No sábado, às 14 horas, será a vez dos duplistas entrarem em ação. Os brasileiros enfrentarão Gomez e Quiroz no jogo que pode selar o resultado da série de confrontos. Caso a decisão seja levada para o último dia, Bellucci entra em quadra no domingo, às 12h, contra Gomez e, na sequência, Rogerinho fecha a disputa contra Quiroz.

Brasil e Equador já se enfrentaram oito vezes na Copa Davis, foram cinco vitórias dos brasileiros contra três equatorianos. No último encontro, em abril de 2014, o time liderado por João Zwetsch ganhou por 3 a 1, em Guayaquil, no Equador. Na ocasião, Guilherme Clezar substituiu Thomaz Bellucci. 

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