Sebastião Moreira/EFE
Sebastião Moreira/EFE

Sá e Rogerinho quebram tabus em São Paulo e festejam sucesso de parceria inédita

Torneio não tinha uma dupla 100% brasileira campeã há seis anos

Estadão Conteudo

05 de março de 2017 | 20h26

O mineiro André Sá e o paulista Rogério Dutra Silva acabaram com alguns tabus ao erguer o troféu de duplas do Brasil Open neste domingo. Há seis anos que o torneio não tinha uma parceria 100% brasileira campeã. Além disso, André Sá não levantava uma taça há duas temporadas e Rogerinho pôde comemorar pela primeira vez um título da ATP.

A dupla atuou junta pela primeira vez e derrotou na decisão o gaúcho Marcelo Demoliner e o neozelandês Marcus Daniell com parciais de 7/6 (7/5), 5/7 e 10/7, em confronto realizado no Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo.

Sá venceu o 11º título da carreira, o segundo no Brasil Open - foi campeão em 2008 ao lado de Marcelo Melo. Junto com Rogerinho, dividirão o prêmio de US$ 24.680 (cerca de R$ 76.700) e receberão 250 pontos no ranking de duplas.

"A gente nunca tinha jogado juntos antes, mas vi ele jogando em Chennai e Melbourne. Falei com o técnico dele, que queria convidá-lo para jogar. Felizmente, a gente se sentiu bem, com energia boa desde o começo. Combinando jogadas que deram certo, estratégias diferentes em cada jogo, confortáveis um com o outro para jogar da maneira correta", comentou Sá.

Com os pontos conquistados, André Sá, que está prestes a completar 40 anos, voltará a figurar no Top 50 de duplas. "Eles (Demoliner e Daniell) jogam um estilo muito complicado, variam muito o saque, a velocidade, quando cruzam as jogadas. É sempre algo diferente, não te dão ritmo. Obviamente estão jogando bem, perdi para eles em Auckland com o Leander (Paes). Estão muito bem entrosados", prosseguiu o mineiro.

Rogerinho destacou o papel dos torcedores nos momentos difíceis. "Além da tática, que encaixou bacana, esse lado na hora de chamar a torcida foi essencial nos pontos importantes, quando não estava dando tão certo. Isso nos deu muita confiança", disse.

E ainda brincou com seu parceiro. "Jogar ao lado do André, que é uma lenda do tênis, não por idade (risos), mas pelo que fez e ainda faz pelo tênis, me dando toques é algo que vai me ajudar muito daqui para frente em simples. Toda essa semana foi muito bacana como profissional e como pessoa também".

Curiosamente, com a conquista, Rogerinho quebrou a hegemonia mineira no Brasil Open. Até então todos os campeões haviam nascido em Minas Gerais: André Sá (2008 e 2017), Marcelo Melo (2008 e 2011), Bruno Soares (2011, 2012 e 2013) e Daniel Melo (2001).

"Sempre que tiver uma brecha no calendário, se for uma semana interessante no calendário para jogar, ele (Rogerinho) vai ser o primeiro da lista", completou Sá, sobre a possibilidade de reeditar a parceria com Rogerinho no futuro.

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