Sampras diz acreditar que o tênis está livre do doping

Um dos maiores tenistas de todos os tempos, Pete Sampras acredita que o tênis está praticamente livre do doping hoje em dia, assim como esteve durante o período em que o norte-americano trilhou a sua vitoriosa carreira de 14 anos no circuito profissional, do qual se aposentou em 2002.

AE-AP, Agência Estado

05 de março de 2013 | 09h06

Vencedor de 14 títulos de Grand Slam, o ex-tenista destacou que a modalidade teve apenas "um caso aleatório aqui ou lá" de doping em sua história e enfatizou que não vê os principais jogadores do mundo envolvidos em problemas com uso de substâncias proibidas.

Todos os principais tenistas estão sujeitos a serem submetidos a testes antidoping sem aviso prévio, sendo que, em janeiro passado, a confissão do ex-ciclista Lance Armstrong, de que ganhou todos os seus títulos da Volta da França impulsionado pelo uso de substâncias ilegais, elevou o foco sobre o uso de doping em todos os esportes.

Sampras falou sobre o tema depois de ter participado de um evento de exibição no qual jogou uma partida de duplas de exibição ao lado do sérvio Novak Djokovic, atual tenista número 1 do mundo, em Los Angeles, na noite da última segunda-feira.

"Eu não acho que os jogadores são tão sofisticados no tênis", afirmou o ex-líder do ranking mundial, em referência ao complexo sistema elaborado por Armstrong para poder fazer uso de doping sem ser flagrado em testes. "Não é da sua cultura. Não acho que é da sua natureza", completou, ao se referir aos tenistas.

No mês passado, a Federação Internacional de Tênis (ITF, na sigla em inglês) suspendeu a tenista checa Barbora Zahlavova Strycova, atual 124.ª colocada do ranking mundial, por uso de doping. Ela testou positivo para o estimulante sibutramina em 16 de outubro de 2012, durante o Torneio de Luxemburgo.

A atleta da República Checa disse que a substância proibida em questão, geralmente utilizada para combater a obesidade, acabou sendo detectada em seu corpo por meio do uso de um suplemento alimentar e ela negou ter feito uso desta droga não permitida para melhorar a sua performance nas quadras.

"É um caso aleatório aqui ou ali. Não vejo os caras (tenistas) tops brincando com isso (doping). Mas talvez eu seja ingênuo", apontou Sampras, que atuou ao lado de Djokovic contra os irmãos gêmeos Mike e Bob Bryan na Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Principais duplistas da atualidade, os norte-americanos ganharam o confronto festivo, no evento que ainda teve o líder do ranking mundial derrotando Mardy Fish, atual tenista número 32 do mundo, em um jogo de apenas um set.

Djokovic, por sua vez, festejou o fato de ter atuado ao lado de Sampras, que é o seu grande ídolo no tênis. "Sempre quis jogar uma partida com ele ou contra ele apenas para compartilhar a quadra com ele. Todas as recordações voltaram para mim", ressaltou.

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