Sampras diz estar decepcionado com ex-rival Agassi

O ex-tenista Pete Sampras disse nesta quinta-feira que ficou surpreso e decepcionado com a revelações do ex-rival André Agassi na autobiografia Open, lançada no final do ano passado. O detentor de 14 títulos de Grand Slam afirmou ter sentido os "golpes" dados por Agassi no livro e avisou que chamará o compatriota para uma conversa particular.

AE, Agencia Estado

14 de janeiro de 2010 | 22h43

"Acho que eu não o conhecia tão bem durante os nossos dias de competições. Cheguei a conhecê-lo um pouco melhor depois que envelhecemos. Mas não sabia que ele tinha tomado algumas decisões erradas", comentou Sampras, que se aposentou em 2003. "Ele foi um grande rival".

Os dois tenistas protagonizaram uma das maiores rivalidades da história do tênis na década de 90, com grandes finais de Grand Slam e seguidas disputas pelo topo do ranking da ATP.

Com uma das carreiras mais vitoriosas do tênis, Agassi chocou o mundo do esporte no ano passado ao revelar no seu livro que usava a droga "crystal meth". O ex-tenista contou ainda que mentiu às autoridades para escapar da punição ao ser flagrado no exame antidoping. Na ocasião, ele havia declarado que tinha ingerido a droga por acidente.

Citado no livro com comentários corrosivos, Sampras disse que não leu a autobiografia e não pretende fazê-lo. "Todos estavam perguntando e falando sobre o ''crystal meth''. Ele decidiu revelar isso agora, o que foi um pouco surpreendente, mas André sempre gostou de diferenciar-se dos outros, para o bem e para o mal", alfinetou Sampras em entrevista para divulgar um jogo de exibição com o espanhol Fernando Verdasco, na Califórnia.

Na obra, Sampras foi alvo de críticas ácidas do ex-rival. "Invejo a falta de brilho do Pete. Gostaria de imitar sua espetacular falta de inspiração", escreveu Agassi no livro. "Pete e eu não poderíamos ser mais diferentes", completou.

Sampras não respondeu aos comentários, mas disse que chamará o ex-rival para uma conversa "de homem para homem", com o objetivo de esclarecer as críticas do livro. "Sempre achei que André e eu estávamos acima das críticas mútuas. Quando escrevi o meu livro, não o fiz para ajustar contas ou lançar críticas".

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