Sem verba do COB, tênis muda orçamento

O novo presidente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), Jorge Lacerda Rosa, realizou hoje a primeira reunião com os dirigentes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e já colecionou uma decepção. Ao contrário do que esperava, a modalidade esportiva não tem recursos a receber, referentes ao exercício de 2004 da Lei Agnelo/Piva. "Esperava ao menos ter alguma coisa para receber, porque o TCU (Tribunal de Contas da União) bloqueou os recursos em agosto do ano passado. Mas aqui constatei que tudo já foi usado", disse o presidente da CBT. Por causa de supostas irregularidades da administração anterior, a entidade estava impedida de receber recursos públicos. "Preparei um orçamento para 2005 estimado em R$ 2,5 milhões. Vou ter que mudar e me adaptar, porque contava ter uma verba maior da Lei Agnelo Piva." Em 2005, de acordo com o estabelecido pelo COB, a CBT receberá 2% dos recursos referentes à Lei Agnelo/Piva. A estimativa é a de que a entidade seja agraciada com R$ 918 mil. "Tinha elaborado projetos de capacitação médica, técnica e profissional. Vou tentar buscar patrocinadores para que eles possam sair do papel. É uma solução", disse o presidente da CBT. "Até porque, este ano teremos muitas viagens, inclusive para a disputa da Copa Davis, e precisaremos gastar. Espero ter ajuda do COB, do fundo destinados para este tipo de emergência."

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