Sensação do Brasil Open, Alund quer enfrentar Nadal

Sensação do Brasil Open, Martin Alund está perto de realizar um sonho. O argentino poderá enfrentar Rafael Nadal na semifinal, caso o espanhol vença sua partida ainda nesta sexta-feira. A surpresa da competição vem conquistando o público de São Paulo graças à incrível ascensão no torneio, desde o qualificatório, passando pela vitória que aposentou Ricardo Melo e pelo triunfo sobre Jeremy Chardy, na maior "zebra" da competição até agora.

FELIPE ROSA MENDES, Agência Estado

15 de fevereiro de 2013 | 17h53

"Até agora é o melhor torneio da minha carreira. Tenho sorte de poder chegar à semifinal e poder ter esta chance de jogar contra Nadal", diz o argentino, apenas o 111° do ranking. "Mas vou continuar sendo o mesmo, desfrutando do torneio, pensando partida a partida e jogando ponto a ponto".

A "sorte" do argentino não é força de expressão. Ele foi superado na última rodada do qualificatório, mas ganhou uma vaga na chave principal como "lucky loser" (o perdedor sortudo, em tradução livre) por ser o tenista mais bem ranqueado entre os que foram derrotados na rodada final do quali.

Na chave principal, Alund não fez feio. Jogou duas partidas no mesmo dia na segunda-feira, mas teve forças para vencer Melo. Depois, despachou o favorito Jeremy Chardy. Nesta sexta, eliminou o italiano Filippo Volandri, algoz do número 1 do Brasil Thomaz Bellucci. "A sorte é importante, mas acho que estou jogando bem", avalia, demonstrando certa modéstia.

Mesmo sendo um ano mais velho que o ídolo Rafael Nadal, Alund admite que tem o "Rei do Saibro" como principal referência. "Minha superfície preferida é o saibro e todos nós que gostamos de saibro nos espelhamos na maneira de jogar do Nadal. Não acreditava que poderia enfrentá-lo. Será um sonho".

Alund chegou ao Brasil Open sem grandes perspectivas. Há uma semana, ele disputava apenas sua primeira partida em uma chave principal de torneio da ATP em Viña Del Mar. Ele se acostumou a disputar competições de menor expressão, como Challenger e Future, e nunca obteve voos mais altos em sua carreira.

O argentino dá preferência a estas competições, que tem em abundância na América do Sul, por razões econômicas. Sem patrocinadores, ele conta apenas com auxílio econômico do governo local e da família. "Economicamente é melhor jogar perto de casa".

Desta forma, não conta com grande equipe e nem com família em São Paulo, onde vive sua "melhor semana da vida". "Com certeza, eles devem estar muito felizes agora lá em casa", comemora.

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