Seth Wenig|AP
Seth Wenig|AP

Serena exalta 'coragem' de Sharapova por assumir caso de doping

Tenista russa admite uso de substância proibida

Estadão Conteúdo

08 de março de 2016 | 14h15

Uma das principais rivais de Maria Sharapova no circuito, a norte-americana Serena Williams fez elogios à postura adotada pela tenista russa diante do caso de doping que veio a público na segunda-feira. Para a número 1 do mundo, Sharapova mostrou "muita coragem" por assumir responsabilidade pela ingestão de substância proibida.

Serena também disse "torcer pelo melhor" para Sharapova ao ser questionada sobre o caso, nesta terça. A russa, ex-líder do ranking, foi flagrada em teste antidoping realizado durante o Aberto da Austrália, em janeiro. O exame apontou a presença de Mildronato (ou Meldonium), um moderador metabólico. O resultado foi informado à Sharapova no início do mês.

Ao anunciar publicamente o teste positivo, a atual número sete do ranking assumiu a responsabilidade pelo resultado. "Eu assumo toda a responsabilidade. É meu corpo e sou responsável pelo que coloco e deixo colocarem nele", declarou a tenista, uma das atletas mais bem pagas do mundo.

Em sua defesa, Sharapova disse que tomava o medicamento contendo a substância há dez anos. E lembrou que o Mildronato só entrou na lista proibida da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) em janeiro deste ano.

"A primeira vez que tomei isso foi em 2006. Foi por indicação médica. Tenho deficiência em absorver magnésio e tenho feito uso por necessidade. Em janeiro, as regras mudaram, a substância foi proibida e eu não sabia", alegou a russa.

Como consequência do teste positivo, Sharapova já recebeu críticas de ex-tenistas e especialistas nesta terça. Também perdeu o apoio de três patrocinadores: Nike, TAG Heuer e Porsche.

Tudo o que sabemos sobre:
Serena WilliamsTênisMaria Sharapova

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.