Danielle Parhizkaran / USA Today Sports
Danielle Parhizkaran / USA Today Sports

Serena mantém dúvida sobre Roland Garros: 'Pensarei no melhor para minha saúde'

Após ser adiado por causa do coronavírus, Grand Slam francês começa no dia 27 de setembro

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de setembro de 2020 | 09h44

Semifinalista do US Open, Grand Slam que está sendo disputado em Nova York, a tenista americana Serena Williams ainda não sabe como será a sequência da temporada de 2020. Em menos de três semanas, a partir do próximo dia 27, começará o Torneio de Roland Garros, em Paris, Grand Slam francês que foi adiado por causa da pandemia do novo coronavírus. A preocupação com sua saúde é o motivo principal de suas dúvidas sobre a participação na competição, na qual é tricampeã.

Com pouco tempo de recuperação física e adaptação ao saibro, Serena se preocupa também com outros dois fatores: o torneio receberá público e os jogadores ficarão restritos a dois hotéis, sem a opção de alugar casas particulares, como acontece em Nova York.

"Honestamente, vou levando um dia de cada vez e pensarei no melhor para minha saúde. Talvez seja bom para mim falar com os organizadores, apenas para ver como isso funciona, com o público, e como seremos protegidos", avaliou a tenista de 38 anos e atual número 8 do mundo.

"Bem, se tiver público, então devemos poder ficar em outro lugar. É interessante porque não há casas particulares, mas tem público. Mas eu meio que sabia disso. Eu tento evitar lugares muito cheios porque já tive alguns problemas graves de saúde e fui parar no hospital algumas vezes. Não quero passar por isso de novo. Então, eu não sei. Vou apenas fazer o meu melhor. Tento manter uma distância de um metro, então vou tentar ficar 2 metros, então", afirmou a vencedora de 23 torneios de Grand Slam.

Segundo a organização de Roland Garros, serão permitidos 5 mil torcedores na quadra Philippe Chatrier, outros 5 mil na Suzanne Lenglen e 1.500 espectadores na recém-inaugurada Simonne Mathieu. "Eles têm que tomar a melhor decisão para eles e eu tenho que fazer o que é melhor para mim. Mas acho que deve ficar tudo bem. Eu ouvi muito falar em 50% do público, mas não sei o número exato de pessoas. Acho que há muitos fatores que eles precisam pensar, já que estamos em uma pandemia global", disse.

Com dúvidas sobre a sua participação em Roland Garros, Serena também não sabe se irá para Roma, na Itália, na semana que vem. "É uma boa pergunta. Mas honestamente eu não posso responder. Eu amo Roma e tenho muitos amigos lá, mas não sei. Tem muitas coisas", completou.

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