Sharapova abre noite de gala do US Open

A diversidade cultural de Nova York vai estar em evidência na abertura do US Open de 2005, nesta segunda-feira. Na quadra, a primeira sessão noturna do campeonato terá a cabeça-de-chave número 1 do torneio, a russa Maria Sharapova diante da grega Eleni Daniilidou e o carismático Andre Agassi, dono de oito títulos do Grand Slam, diante do romeno Razvan Sabau. Mas como nem só de bons jogos vive o torneio, para o estádio Arthur Ashe está programada a apresentação de uma verdadeira lenda do blues, Bo Diddley. O tom nova-iorquino segue com uma apresentação de Wicked, musical da Broadway, e termina com o coral Solom, do Harlem. A noite de abertura do US Open também renderá homenagens a Andy Roddick e Kim Clijsters, campeões do US Open Series, circuito de torneios na América do Norte, que serve para esquentar o clima para o Grand Slam e também dá um prêmio muito especial aos vencedores: Roddick e Clijsters receberão premiação em dobro no US Open. Assim, se forem campeões em Nova York, vão faturar US$ 2,2 milhões cada um. NA QUADRA - Curiosamente, no dia da estréia no US Open de 2005, Maria Sharapova não será mais a número 1 do ranking. No fim de semana, a americana Lindsay Davenport conquistou o título do Torneio de New Haven e acumulou pontos suficientes para superar a russa, que nos últimos dias, em Nova York, esteve bastante ocupada com a promoção de produtos que levam seu nome, como perfume, roupas e relógios. Sharapova, quase unanimidade na lista de favoritas ao título, nunca foi além da terceira rodada em Flushing Meadows, mas não se intimida. "Estou aqui para competir e quanto mais difícil a competição, melhor. Adoro quando a disputa fica complicada." O fato de ter liderado o ranking mundial por apenas uma semana também não é motivo de frustração. "Ser líder por uma hora, uma semana, não importa. A sensação de ser a número 1 é inacreditável. Era meu sonho desde que comecei a jogar tênis." A exemplo de outras jogadoras de alto nível, Sharapova sofreu uma contusão antes do US Open, no músculo peitoral. "Em comparação com o problema nas costas que tive no Aberto da Austrália, posso dizer que não sinto nada. Lá, quase não conseguia andar e ainda cheguei à semifinal." Venus Williams, campeã de Wimbledon, Amelie Mauresmo, Kim Clijsters e a russa Svetlana Kuznetsova, atual campeã, também estão bem cotadas para a conquista do título. No lado masculino, porém, as coisas estão mais definidas, com o suíço Roger Federer, líder do ranking mundial e defensor do título em Nova York, como claro favorito. Com sua característica humildade, Federer se recusa a considerar a vitória coisa garantida. "Todo mundo chega ao US Open bem preparado, depois de algumas semanas de preparação nos Estados Unidos", disse Federer, que na estréia vai enfrentar o checo Ivo Minar. "É por isso que acho tão difícil ganhar aqui." O brasileiro Ricardo Mello também estréia amanhã. Pega o argentino Juan Monaco, a partir do meio-dia (de Brasília). A data da partida entre Gustavo Kuerten e o americano Paul Goldstein ainda não foi definida.

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