Sharapova, entre a quadra e a passarela

A derrota de Maria Sharapova nas semifinais do US Open não vai mudar seu destino. Nesta segunda-feira, a tenista russa, de apenas 18 anos, vai aparecer no topo da lista do ranking da WTA, retomando o trono de rainha do tênis. Quando isso ocorrer, ela já estará em um de seus lugares favoritos: as passarelas da moda. É presença certa na abertura da New York Fashion Week e já acertou seu primeiro show, no desfile de Marc Jacobs, nesta segunda-feira à noite.Aos 18 anos, famosa, milionária e, de quebra, número 1 do mundo, Sharapova não quer se cobrar muito. Está convencida de que já foi longe demais para quem está apenas dando os primeiros passos no profissionalismo e justificou a derrota para Kim Clijsters na semifinal do US Open com dois bons motivos: além de a belga ter jogado muito bem, Sharapova acha que ainda precisa melhorar o físico para conseguir suportar torneios mais longos como os de Grand Slam.?Preciso ainda de muito trabalho físico. Além disso, meu corpo ainda está se desenvolvendo, continuo crescendo e preciso ter certos cuidados?, afirmou. ?Mas podem ter certeza: é incrível ser a número 1 do mundo aos 18 anos. Não sei o que pode haver de amargo nisso.? A crítica vem em função do fato de ela estar na liderança do ranking sem ter conquistado este ano um título do Grand Slam. Seu único troféu de um dos quatro principais torneios do planeta é o de Wimbledon de 2004, mas fez campanhas bastante regulares na atual temporada, sempre alcançando bons resultados. Curiosamente, Sharapova perdeu seu jogo em Nova York, justamente no dia em que o New York Times divulgou uma reportagem sobre o comportamento e os gritos exagerados de seu pai e treinador, Yuri. Por coincidência, na partida, ficou quieto como nunca. Mas Sharapova disse não ter visto qualquer relação entre o silêncio de Yuri e a derrota. ?Não prestei muita atenção?, dissimulou. Ao menos, Sharapova pareceu sincera. ?Estou desapontada. Sei que estou jogando bem. Uma derrota sempre me deixa chateada. Mas sei que tenho muito ainda pela frente, muito a melhorar. Preciso pensar de maneira positiva e ver tudo de bom que consegui nestes últimos tempos. Não só ter alcançado a liderança do ranking mundial, mas as coisas boas que estão acontecendo?.

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