Asanka Brendon Ratnayake/Reuters
Asanka Brendon Ratnayake/Reuters

Austrália adia deportação e situação de Djokovic será decidida em audiência na segunda-feira

Número 1 do mundo fez um apelo após ser barrado no aeroporto de Melbourne e ter o visto cancelado

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de janeiro de 2022 | 07h37

A Austrália não expulsará, de forma imediata, o atual número um do tênis, Novak Djokovic, informou um advogado do governo durante uma audiência nesta quinta-feira. Christopher Tran garantiu que o país não planeja concluir a expulsão antes da audiência, prevista para segunda-feira. O tenista permanece retido no Park Hotel, um "hotel de quarentena" em Melbourne.

A posição do governo foi tomada após os advogados de Djokovic entrarem com um pedido de liminar urgente para permitir que ele permaneça no país. Na quarta-feira, o sérvio foi barrado no aeroporto de Tullamarine assim que desembarcou para disputar o Aberto da Austrália e teve seu visto cancelado.

Autoridades australianas alegam que ele não teria apresentado "padrões adequados de evidências" para entrar no país com a permissão médica especial que havia obtido na véspera. O documento permitia que entrasse e competisse em Melbourne mesmo sem comprovar a vacinação completa contra a covid-19. 

Djokovic já afirmou diversas vezes que é contra o imunizante. Ele se nega a revelar se tomou a vacina, o que o tornou alvo de polêmica nos últimos meses, principalmente após as autoridades australianas afirmarem publicamente que só aceitariam tenistas vacinados para o torneio. 

A permissão que Djokovic havia obtido é prevista na lei australiana para dar conta de casos específicos na pandemia. Serve para pessoas que não tomaram o imunizante para não piorar um quadro clínico grave causado por outra doença ou porque apresentaram reação grave na primeira dose ou ainda porque tiveram covid-19 nos últimos seis meses.

Nesta quinta-feira, diversos fãs do tenista, com bandeiras da Sérvia, foram até o hotel onde Djokovic está confinado para protestar. Eles pediram que o número 1 do mundo seja liberado para disputar o Aberto da Austrália, que começa no dia 17 de janeiro. A espécie de vigília continua, com as pessoas com velas.

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