Sobrinha de Meligeni começa a fazer sucesso no tênis

Com apenas 17 anos, Carolina segue os passos do tio e começa a ganhar medalhas

Paulo Favero, Agência Estado

27 de setembro de 2013 | 08h05

SÃO PAULO - Com duas medalhas nos Jogos Sul-Americanos da Juventude, que está sendo realizado em Lima, no Peru, Carolina Meligeni segue os passos do tio Fernando no tênis e espera brilhar ainda mais na carreira que está se iniciando. Aos 17 anos, a jovem tenista levou o bronze na disputa de simples e só ficou com a prata nas duplas mistas porque seu parceiro foi embora e ela não pôde disputar a final. Talentosa, a garota espera fazer jus ao sobrenome famoso, mas avisa que isso não é o maior diferencial. "Acho que o mais importante é a relação que tenho com meu tio. Ele me ajuda bastante e já viveu tudo que estou vivendo", conta.

Fernando Meligeni foi um dos tenistas mais famosos do Brasil nas duas últimas décadas e tem no currículo a medalha de ouro no Pan de Santo Domingo, em 2003, e uma semifinal olímpica, em Atlanta, em 1996. Irmão da mãe de Carol, ele ajuda a garota e até recomendou que ela fosse treinar com seu último técnico, o uruguaio Enrique Perez, em Montevidéu. "Treino lá de segunda a sábado e tenho evoluído muito, tanto fisicamente quanto emocionalmente. Claro que é difícil morar sozinha em outro país, mas consegui me adaptar bem porque já sabia o idioma e o Uruguai é um país muito tranquilo. Me dei bem com todo mundo", revela a tenista.

Com pouco mais de 1,70m de altura, ela tem como pontos fortes a força e a velocidade. Como não poderia deixar de ser, puxou uma característica marcante do tio, que parece estar no DNA da família. "Sempre vibro muito na quadra e corro muito. Para mim, não tem ponto perdido", confessa a garota, que se interessou pelo esporte porque os pais são professores de tênis. Quando tinha quatro anos, viu o tio famoso jogar e se encantou. "A gente sempre teve uma ligação muito forte, ele foi muito presente na minha vida, apesar das viagens. O tênis até era uma coisa à parte disso, mas agora o esporte aproximou ainda mais a gente", diz.

Para Carol, as coisas foram acontecendo aos poucos, assim como os resultados iam aparecendo. Ela chamou atenção aos 16 anos, quando ganhou o título do Banana Bowl em 2011, tradicional torneio para jovens tenistas e que foi vencido em 1989 pelo tio Fernando. Na atual temporada, a garota já conquistou o título de simples e duplas no ITF de La Paz, na Bolívia, e ficou com o vice-campeonato na competição de simples em Lima, no Peru. "Meu principal objetivo é ser profissional, quero estar nos Jogos de 2016 e estou trabalhando duro para isso", garante.

Apesar do apoio, as comparações com o tio são inevitáveis. Mas Carol garante que não pensa em superar Fernando a fim de mostrar que é a melhor da família. "Sei que no tênis, quanto maior o ranking, melhor. Mas o objetivo não é ser melhor que ele, é ser o melhor que posso ser. De qualquer forma, se isso acontecesse, acho que ele não iria se importar", conclui, lembrando que a Confederação Brasileira de Tênis vem dando incentivo para as atletas. "O tênis feminino não vem tendo muito destaque nos últimos anos, mas a confederação aposta na nossa evolução. Com isso que estamos fazendo, daqui a pouco vai começar a aparecer boas jogadoras."

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