João Pires/Fotojump
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'Sou brasileiro. Mas no mundo do tênis sou sueco', afirma Lindell

Carioca de 22 anos será a novidade na equipe titular da Suécia no confronto com a Romênia, no saibro de Bucareste, pela Copa Davis

Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

11 de setembro de 2014 | 07h00

"Sou, sim, brasileiro. Mas no mundo do tênis sou sueco." É assim que se define o carioca Christian Lindell, de 22 anos. Convocado pela primeira vez para jogar a Copa Davis, o tenista será a novidade na equipe titular da Suécia no confronto com a Romênia no saibro de Bucareste. Entre sexta-feira e domingo, ele ajudará o país na missão de assegurar a permanência no Zonal Euro/África I, a segunda divisão do torneio.

A notícia da convocação não foi recebida com tanta surpresa pelo jovem atleta, que já havia sido reserva no grupo. Duas semanas antes do anúncio, o capitão Fredrik 'Fidde' Rosengren avisou Lindell sobre os seus planos de convocá-lo, desde que mostrasse bons resultados. E ele correspondeu com boas apresentações na Itália.

Christian chega para jogar ao lado de Elias Ymer, Isak Arvidsson e Johan Brunstrom. E mostra otimismo para a competição: "Estou com ótimas expectativas. Vai ser um confronto complicado, eles são favoritos, mas em Copa Davis tudo pode acontecer."

 

O momento tem sido favorável ao tenista, que alcançou o melhor ranking de sua carreira (256º lugar) depois de conquistar quatro torneios da série Future e ganhar um jogo de nível ATP, em Bastad. Há pouco mais de um ano, o cenário era oposto e Christian aparecia apenas na 762ª posição da lista. A baixa veio depois de ter chegado ao Top 300 em 2010. Crescia a desconfiança da 'eterna promessa'.

No entanto, a oscilação dos últimos anos serviu como lição. "Acabei me iludindo um pouco, mas vejo como aprendizado, hoje em dia me fez bem. Estou no meu melhor momento da carreira e não vejo isso como uma fase, vejo que realmente subi de nível", avalia.

Essa não foi a única dificuldade enfrentada pelo tenista. Em 2012, Christian aceitou participar de um projeto olímpico idealizado pela Confederação Brasileira de Tênis, mas os planos duraram pouco e ele voltou a ser "sueco". "Foi um projeto frustrado, então, na verdade não participei porque nada funcionava", justifica. Se com a CBT a parceria não foi bem sucedida, o atleta está realizado na Europa. "Minha relação com a Federação Sueca é ótima, eles ajudam demais os jogadores e eu estou super satisfeito."

Quando está no Rio de Janeiro, Christian Lindell treina no Clube Marapendi, na equipe de Ricardo Acioly. O tenista ainda sonha em disputar a Olimpíada em casa, mas mostra cautela. "É algo distante e tenho muito caminho para percorrer ate lá", projeta. De olho no futuro, promete muita dedicação. "Vou trabalhar muito duro e fazer as coisas certas. Não tenho uma meta fixa, mas sem dúvida alguma gostaria que a partir do ano que vem eu possa participar dos quatro Grand Slams (Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open)", idealiza.

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